Programação: as 7 competências mais procuradas nos profissionais desta área

De acordo com o estudo Talent Shortage Survey de 2022, também desenvolvido pelo grupo, as funções de IT fazem parte das mais procuradas pelas empresas portuguesas. No entanto, 84% dos empregadores do setor relatam desafios na contratação de profissionais qualificados para estes cargos.

Segundo um recente levantamento realizado pelo ManpowerGroup, os cargos tecnológicos que envolvem competências de programação, como o de Software Engineer, estão entre as profissões mais bem pagas em Portugal. Além disso, de acordo com o estudo Talent Shortage Survey de 2022, também desenvolvido pelo grupo, as funções de IT fazem parte das mais procuradas pelas empresas portuguesas. No entanto, 84% dos empregadores do setor relatam desafios na contratação de profissionais qualificados para estes cargos.

A entidade afirma ainda que as soft skills são cada mais valorizadas no mercado de trabalho, ao fomentarem a empregabilidade e resiliência dos profissionais, sendo neste sentido que a Experis, marca tecnológica do ManpowerGroup, dá a conhecer as sete competências humanas essenciais para os programadores, que contribuem para o seu desenvolvimento e progressão ao longo de toda a sua vida profissional.

1. Raciocínio lógico
Esta skill pode ser descrita como a capacidade de organizar informações e conceitos mentalmente, perante situações que necessitem de uma tomada de decisão, comunicação e argumentação, bem como reflexão e cálculo.
A atividade de um programador exige esta competência, já que é importante que, perante um problema no código que está a desenvolver, consiga assimilar toda a informação que está a processar no momento. Depois, deverá avaliar as diferentes variantes existentes para, de seguida, decidir sobre o caminho a seguir, de forma ágil e refletida, diminuindo a probabilidade de erro.

2. Capacidade de resolução de problemas
A resolução de problemas é uma das principais competências exigidas para esta função. Quando surge um obstáculo, o programador deve parar para analisar, trabalhando para encontrar uma solução, criativa e eficiente, sem descurar a qualidade do que está a desenvolver.
Desta forma, o foco deve estar sempre na solução e não no problema, sendo ainda importante que o profissional tenha uma atitude positiva face aos desafios e que seja resiliente. Não deve, por isso, desistir de encontrar o erro e resolvê-lo, ainda que possa ser um processo demorado. Exige-se ainda um esforço contínuo para se motivar a si próprio para ser mais criativo neste processo, bem como não desmotivar os seus colegas no momento em que surgem estes obstáculos.

3. Capacidade de comunicação
Ainda que surja a necessidade de trabalhar sozinho em determinados projetos ou tarefas, um programador precisará sempre de conseguir comunicar de forma eficaz com os seus clientes e restantes colegas, independentemente do seu background.
Ter boas capacidades de comunicação irá permitir que estes profissionais consigam agilizar o seu trabalho, sendo que devem utilizar, nesse sentido, a escuta ativa e ouvir atentamente as expetativas de quem os rodeia para, assim, responder da melhor forma.
Além disso, uma vez que os projetos têm várias fases e que estas integram diferentes profissionais, a capacidade de comunicação revela-se muito importante, já que permite que os diferentes membros das equipas consigam explicar de forma clara e objetiva o estado atual do projeto e o que será expectável que os outros elementos desenvolvam.

4. Gestão de tempo
Gerir o tempo de forma eficiente é essencial em funções de desenvolvimento, já que os programadores devem cumprir prazos que são, muitas vezes, apertados, o que obriga também a uma gestão correta do stress. Adicionalmente, exige-se uma boa organização das horas que deve dedicar a cada tarefa, nomeadamente se um programador trabalhar simultaneamente em vários projetos diferentes, como ocorre no caso dos freelancers.
Neste sentido, é importante conseguir definir e priorizar as suas tarefas, comunicando ao resto da sua equipa o tempo de que necessita para as completar.

5. Inteligência Emocional
A inteligência emocional está relacionada com a capacidade de, em momentos de grande stress, conseguir ter uma atitude calma, que permita chegar as soluções de forma eficiente, respondendo aos problemas ou conflitos que possam surgir.
Além disso, esta competência liga-se à capacidade de ter empatia pelos outros – de conseguir trabalhar melhor em equipa e até de gerir de forma mais sensata a comunicação com os restantes colegas, fazendo o esforço para perceber os desafios do seu par e colocando-se na sua posição.

6. Trabalho em equipa
Quer a função seja em front-end, back-end ou full-stack, os programadores devem trabalhar em equipa, para que o projeto final seja concluído de acordo com o esperado.  
Estes profissionais precisam, assim, de utilizar as suas skills de comunicação, escuta ativa e empatia para potenciar o trabalho colaborativo e garantir que o output final é de excelência, tendo sempre em conta que os restantes colegas fazem também execução do projeto.
Nesse sentido, a valorização e esforço por criar um ambiente de partilha e cooperação é essencial, de forma a garantir que o trabalho em equipa é conseguido em qualquer projeto de programação.

7. Adaptabilidade e Capacidade de aprendizagem contínua
Estar a par das novidades tecnológicas é um esforço constante para um programador, já que diariamente surgem inovações no setor que precisam de ser acompanhadas. Muitas vezes, estes profissionais veem-se mesmo obrigados a mudar o seu método de trabalho ou a linguagem de programação que utilizam, pelo que, nestes momentos, devem ter a capacidade de o fazer de forma rápida, sem reduzir a produtividade e sem prejudicarem o ritmo de trabalho, aprendendo novas técnicas de forma contínua.
De forma a assegurarem a aprendizagem constante e a aquisição de competências ao longo da sua carreira, uma das opções mais viáveis para os programadores é ingressarem em cursos especializados de curta ou média duração. Um dos exemplos é o bootcamp da Experis Academy, que permite a especialização em programação low-code da plataforma OutSystems. Em apenas nove semanas, os alunos são certificados pela própria OutSystems, após a realização com sucesso do Exame de OutSystems Associate Developer.

A Experis Academy é uma iniciativa da Experis, que nasce com o objetivo de dar resposta às necessidades do mercado e combater a escassez de talento vivida na área tecnológica. Criada em 2021, apresenta já dois cursos intensivos: um bootcamp de OutSystems, que prepara os participantes para trabalhar em low-code, e uma formação para recrutamento de profissionais para a área IT.




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