Amazon Web Services aumenta receitas em 33%, mas abranda crescimento

Numa altura em que as empresas enfrentam uma possível recessão, será que a adoção dos serviços na cloud irá abrandar?

Por Anirban Ghoshal

A Amazon Web Services (AWs) gerou vendas totais de 19,7 mil milhões de dólares no seu segundo trimestre, mais 33% do que no ano anterior; no entanto, a empresa abrandou o seu crescimento e a grande questão para a empresa é como se irá comportar durante o resto do ano, uma vez que os clientes empresariais enfrentam condições económicas incertas.

A empresa disse esperar que as margens de lucro flutuem devido à possível recessão, bem como por investimentos em infraestruturas tecnológicas e custos com empregados. No primeiro trimestre, o braço dos serviços de cloud da Amazon registou um crescimento de receitas de 37%, com receitas de 18,44 mil milhões de dólares.

Questionados sobre um possível abrandamento do crescimento nos próximos trimestres, um fenómeno para o qual rivais como a Microsoft e a Oracle também se estão a preparar, os funcionários da empresa dizem que as suas margens de lucro estavam a cair sequencialmente, mas que veem espaço para o crescimento global dos negócios no futuro.

Como Brian Olsavsky, diretor financeiro da Amazon, declarou no último relatório de ganhos, “a taxa de margem vai flutuar neste negócio. Vai ser sempre um fator de novos investimentos e coisas como força de vendas e novas regiões e capacidade de infraestruturas, compensado pelos ganhos de eficiência das infraestruturas que vemos e pelas questões de preços à medida que expandimos os contratos”.

A empresa espera acrescentar 24 novas Zonas de Disponibilidade (o termo AWS para regiões de cloud) em oito regiões, para além das 84 Zonas de Disponibilidade existentes em 26 localizações geográficas. Alguns destes locais incluem centros de dados em Espanha, Austrália, Canadá, Índia, Israel, Nova Zelândia, Suíça e Emirados Árabes Unidos. 

Concorrentes como a Microsoft e a Oracle também anunciaram a construção de novas regiões de cloud durante o próximo ano fiscal.

Será que a recessão vai travar o crescimento?

Vários fornecedores de serviços de cloud disseram esperar que os receios de uma possível recessão amorteçam as taxas de contratação, uma vez que as empresas demoram mais tempo a considerar os termos e a duração dos acordos. No entanto, a AWS acredita que, embora alguns clientes possam reduzir as suas subscrições na cloud, poderá transformar as condições económicas incertas numa vantagem. Esta crença baseia-se em experiências passadas semelhantes, em 2008 e 2020.

O raciocínio, segundo Olsavsky, é que a maioria das empresas quereria investir em computação em cloud durante uma recessão, em vez de comprar equipamento de centros de dados, o que iria bloquear o capital.

Entretanto, no início da semana passada, os rivais da AWS, como a Microsoft e o Google, informaram acerca de um aumento das receitas da cloud no último trimestre, e o mesmo fez a no mês passado.




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