Metade dos concursos da dotação do PRR estão lançados

O presidente da Estrutura de Missão Recuperar Portugal, que faz a gestão do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), Fernando Alfaiate, disse ontem que 50% dos concursos da dotação global do plano já foram lançados.

Por Lusa

“A execução é aquela que está traduzida no relatório de monitorização da Estrutura de Missão. Portanto, 50% dos concursos da dotação do PRR estão lançados, cerca de 25% da dotação está aprovada. E pagamentos que temos processados até à data, são 3%”, disse Fernando Alfaiate.

O responsável falava à agência Lusa, na Guarda, no final de um almoço debate sobre “Portugal de Amanhã – Uma visão estratégica para a próxima década”, realizado pela Associação Empresarial NERGA.

O presidente da Estrutura de Missão Recuperar Portugal referiu que a situação atual do PRR está “completamente dentro daquilo que são as prioridades estabelecidas do ponto de vista de calendário” quando o plano foi aprovado com a Comissão Europeia, “sem qualquer desvio”.

“A execução é feita com o cumprimento de marcos e metas. Temos alcançado e fizemo-lo no primeiro pedido de desembolso, estamos a preparar agora o segundo para submeter no terceiro trimestre de 2022, no máximo, até setembro, submeteremos”, acrescentou.

Fernando Alfaiate disse, ainda, que “não haverá dificuldades temporais” em cumprir os marcos e metas definidos no PRR.

Adiantou que, por enquanto, apesar do atual contexto, também motivado pela invasão da Rússia à Ucrânia, a Estrutura de Missão Recuperar Portugal está a conseguir “gerir de forma a alcançar todos os objetivos possíveis”.

Como o responsável participou numa ação com empresários da região, disse à Lusa que os mesmos devem “estar muito atentos” não só ao quotidiano, mas também “à questão estratégica e do longo prazo”, lembrando que as componentes climática e digital estão muito associadas.

“A questão climática vai ser uma barreira à entrada em determinados mercados, em determinados segmentos, se os investimentos não forem feitos agora. E agora é a altura de o fazer, até porque existem incentivos para que isso se faça mais rapidamente, que são os incentivos do PRR”, rematou.

O outro orador convidado, José Eduardo Carvalho, presidente da direção da Associação Industrial Portuguesa (AIP)/Câmara de Comércio e Indústria (CCI) falou, ao longo da sua intervenção, de vários desafios que se colocam às empresas.

Sobre o que pode ser feito para dinamizar o setor empresarial da região, José Eduardo Carvalho defendeu que “necessita de ter capacidade de atração de empresas e de grandes empresas industriais”.

“E quanto mais fracos somos, mais necessidade temos em criar sinergias e complementaridade”, alertou.

O presidente da direção da AIP/CIC referiu, ainda, que o PRR é encarado com “expectativas extremamente elevadas”, mas “à medida que as coisas vão avançando” verifica-se “que há uma deflação dessas expectativas” porque “não se percebeu” qual é a sua essência.

O PRR “já veio tarde” para combater a recessão provocada pela pandemia, “mas veio muito bem a tempo” para combater a recessão que deriva da inflação e da invasão da Ucrânia pela Russa, considerou.




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