Uma Viagem ao Fantástico Mundo de Application Owner: Vertente SAS

Existem cada vez mais tecnologias emergentes dotadas de visão no mercado de BI/IoT/AI, onde o fornecedor de software SAS é um verdadeiro Shark no segmento, capaz de transformar a forma como as organizações abordam, tratam, trabalham e fazem negócios.

Por Rui Salsas, Business Analytics Senior Consultant da Mind Source

Este artigo pretende explanar a missão e importância de um Application Owner nas organizações, desde as suas funções, passando pelas suas responsabilidades e tarefas diárias, com o intuito de cativar as empresas a dotarem-se de meios para melhor governar as suas aplicações e/ou plataformas tecnológicas.

Existem cada vez mais tecnologias emergentes dotadas de visão no mercado de BI/IoT/AI, onde o fornecedor de software SAS é um verdadeiro Shark no segmento, capaz de transformar a forma como as organizações abordam, tratam, trabalham e fazem negócios.

Em empresas de grandes dimensões que dispõem de outro tipo de orçamentos para uma infinidade de soluções, desde escolher e alavancar as que melhor se adequam aos seus processos de negócio, nasce a necessidade de um recurso que gira, por um lado, a infraestrutura e, por outro, a plataforma, de uma forma idónea e objetiva. Falamos de alguém com conhecimento tecnológico do software, do ponto de vista do utilizador final, do ponto de vista da administração da plataforma e até do ponto de vista de desenvolvimento de software, fruto de experiência, cujas responsabilidades, acessos, políticas de mascaramento de dados na informação que é disponibilizada às áreas de negócio, são traduzidas por uma melhoria de governança da arquitetura da aplicação/plataforma.

Porque são tão importantes os serviços de um Application Owner? 

À medida que o espaço de análise se torna cada vez mais complexo e à medida que a volumetria de informação disponível ao negócio é maior, torna-se importante, dotar a empresa de alguém que do ponto de vista tecnológico, aplicacional e de negócio saiba falar as duas línguas (Tecnologia e Negócio), e ser, na prática, uma ponte entre os dois mundos. Tornar eficiente a gestão de recursos e de tempo, sem prejudicar o ROI da empresa a longo prazo.

As organizações têm duas opções. Por um lado, poderiam optar por uma equipa de especialistas a tempo inteiro, dedicados a garantir que os ambientes SAS pelos quais são responsáveis sejam instalados, mantidos e atualizados regularmente quando necessário. A segunda opção que as empresas têm é optar por consultores que tenham equipas dedicadas, focadas em fornecer a essas organizações vários serviços.

É óbvio que esta personagem desempenha um papel fundamental, diria mesmo crítico, pois alivia um fardo pesado na qual a maioria das empresas não tem noção do foco necessário para configurar, gerir, monitorizar de forma precisa e eficiente, onde se ocupa e esforça por racionalizar aplicações/plataformas. Assim, o papel do negócio é (somente) criar os seus processos de negócio e o papel do IT é acompanhar o estado da arte (alto nível).

A destacar algumas das áreas de atuação:

  • Conhecimento técnico (como a aplicação/plataforma funciona e quais os seus efeitos);
  • Conhecimento específico de negócio (como são criados e mantidos os processos de negócio, sob ponto de vista operacional);
  • Conhecimento de processos (quem alimenta o quê, de que forma, sugere e propõe melhorias, simplificando tempo e recursos de processamento/memória);
  • A nível da plataforma SAS, foco deste artigo, o Application Owner, deve saber/acompanhar/instruir o modo como são realizadas:
  • A nível de arquitetura os utilizadores/grupos na Metadata (criação e parametrização, garantindo as corretas ACTs) é adequada e responde aos requisitos do negócio para o utilizador final;
  • A interligação e conexão a instâncias de base de dados externas, sejam Oracle, SqlServer e/ou outras;
  • A política de Authentication Domains e utilizadores aplicacionais mantidos pela plataforma;
  • A arquitetura de Servidores, sejam físicos e/ou virtuais, em qualquer que seja o sistema operativo onde a plataforma reside (consumos de CPU, Memória, Storage disponível), sugerindo ações/medidas de otimização e comunicando tomadas de decisão sobre módulos da plataforma (paralelismo de processos, assim que se perceba que traz valor e se torna uma melhoria);
  • A gestão do ponto de vista operacional/custos da renovação de licenciamento da plataforma e da aplicação de patches corretivos, mantendo a mesma atualizada e segura, e em conformidade com todos os requisitos legais.

Em resumo, uma aplicação até pode sobreviver algum tempo em autogestão… Contudo, um Application Owner é ponto de paragem obrigatória! É um ponto de encontro fulcral na coordenação de processos de Negócio e das TIs de qualquer organização. Tira partido da sua experiência e da sua capacidade de comunicação, envolve e promove a partilha e a dinâmica para um funcionamento pleno das aplicações/plataformas.




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