O trabalho do futuro: onde, já não importa

Numa nova realidade, onde os profissionais podem trabalhar de onde quer que estejam, as empresas precisam de considerar quais as tecnologias mais adequadas aos seus colaboradores e questionar se as ferramentas em que têm confiado até agora são as mais adequadas para o futuro.

Por Nuria Cordón

A pandemia transformou completamente a forma como nos relacionamos uns com os outros. As medidas de distanciamento e confinamento social adotadas há dois anos para combater o Covid 19 obrigaram uma grande parte da população mundial a deslocar imediatamente a sua atividade pessoal e profissional para as suas casas. Esta situação conseguiu desafiar organizações em todo o mundo, pondo à prova os avanços tecnológicos e culturais postos em prática para alcançar a colaboração e produtividade necessárias na nova realidade.

As ligações domésticas à Internet juntamente com as soluções de VPN e de infraestrutura de ambiente de trabalho virtual (VDI) têm sido um dos elementos-chave para permitir que os colaboradores continuem a desempenhar as suas funções e a manter a continuidade do negócio. Mas se existe uma tecnologia sem a qual todo este novo ecossistema, marcado por uma digitalização acelerada, não teria sido possível, ela é a computação em nuvem. De facto, as organizações que já operavam na nuvem conseguiram fazer a transição de forma muito mais fácil e suave.

Um futuro híbrido

Isto significa que a pandemia conseguiu lançar as bases para uma nova forma de trabalhar? De acordo com um relatório McKinsey, entre 20% a 25% dos profissionais das economias avançadas poderiam estar a trabalhar remotamente mais de três dias por semana, de forma contínua, até 2030. No entanto, o teletrabalho não deve ser o único foco de debate. A questão mais importante é que a definição de trabalho mudou para sempre e já não pode ser ligada a um espaço físico. Por conseguinte, as empresas precisam de pensar estrategicamente sobre a configuração técnica que melhor se adapta aos seus colaboradores e questionar se as ferramentas em que confiaram até agora são adequadas para o futuro ou se devem ser substituídas por outras mais avançadas ou flexíveis.

Para tomar esta decisão, existem certos aspetos que influenciarão a forma como trabalhamos e que as organizações precisam de ter em conta. Estes incluem o surgimento de uma nova mão-de-obra, mais heterogénea e distribuída, a emergência de novas ameaças que requerem diferentes abordagens de segurança, a necessidade de redes avançadas e conectividade de ponta, e a gestão complexa dos ambientes BYOD (Bring Your Own Device), um mercado que registou uma taxa de crescimento anual de 15% em relação às previsões para o período 2021-2026. É também importante para as organizações ter em conta o enorme impulso nos desktops virtuais (VDI) e a sua integração com aplicações web, a crescente preocupação em assegurar uma experiência ótima dos colaboradores, a criação de espaços de trabalho inteligentes capazes de combinar a experiência física e digital, e o crescente interesse em criar experiências de trabalho equitativas, inclusivas e sustentáveis entre colaboradores, independentemente do local onde trabalham.




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