Uma questão de segurança

Com as grandes organizações a munirem-se de mecanismos preventivos e equipas especializadas contra potenciais ataques cibernéticos, promovendo o aumento da visibilidade e gestão da sua superfície de ataque, as PMEs são as mais vulneráveis e cada vez mais expostas ao foco dos hackers.

Por Tiago Vieira IMS&WPH Manager da Konica Minolta Portugal

Hoje em dia já não colocamos em questão se uma organização será ou não atacada, mas antes: quando será atacada.

A pandemia de COVID-19 veio acelerar a transformação digital não só da economia, como também da sociedade, o que além de várias oportunidades, despertou também inúmeros desafios, nomeadamente no que à cibersegurança diz respeito. 

Um relatório recente do Parlamento Europeu refere que até 2030 estimam-se que 125 mil milhões de dispositivos estejam ligados à internet. Um número bastante acima dos 21 mil milhões registados em 2021. Estes dados são demonstrativos de um crescimento das potenciais superfícies de ataque. Mas há mais: o mesmo documento estima que 90% das pessoas com idade superior a 6 anos tenham também nessa altura uma presença online. 

Esta presença cada vez maior e também mais jovem suscita uma maior insegurança online. Além de particulares, também as empresas e instituições públicas são um alvo cada vez mais visado e apetecível para um ataque cibernético. Roubos de dados, bloqueios de sistemas ou interrupções ao negócio são apenas algumas das consequências que um ataque cibernético pode causar. É por isso que a aposta na segurança é cada vez mais necessária. 

Com as grandes organizações a munirem-se de mecanismos preventivos e equipas especializadas contra potenciais ataques cibernéticos, promovendo o aumento da visibilidade e gestão da sua superfície de ataque, as PMEs são as mais vulneráveis e cada vez mais expostas ao foco dos hackers. Apesar das PMEs terem uma superfície de ataque mais pequena, esta não é conhecida nem gerida pelos seus responsáveis, o que leva ao incremento das vulnerabilidades a serem exploradas.

Importa, por isso, recordar que quanto maior a dimensão da organização, maior a sua superfície de ataque, logo mais elevados deverão ser os mecanismos de proteção e a segurança dos seus dados. 

De salientar que, muito recentemente, o Fórum Económico Mundial classificou os ciberataques como um dos principais riscos globais que o mundo enfrentará nos próximos anos.

Na Europa, a importância dada a este tema é bastante inferior aquela que se verifica no continente norte-americano. 

Os dados mais recentes da Comissão Europeia relatam que as empresas e organizações europeias gastam 41% menos em cibersegurança do que os seus homólogos norte-americanos. 

Hoje em dia, mais do que nunca, olhamos para a segurança como um elemento crucial para que as organizações consigam assegurar a continuidade dos seus negócios. 

Um dos principais desafios a que estamos a assistir é o de garantir um ambiente seguro para os dados internos às empresas, quer de clientes como de colaboradores. O aumento de utilizadores remotos leva, assim, a procurar maior inovação e governance na proteção das superfícies de ataque e em mecanismos de proteção dos seus ativos físicos e digitais, independentemente da dimensão da organização ou do sector onde se insere. 




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