Check Point identifica nova variante de botnet responsável por roubar quase meio milhão de dólares em criptomoeda

Twizt descende do botnet Phorpiex e é capaz de intercetar transações entre cripto wallets
No espaço de um ano, foram intercetadas 969 transações.

A Check Point Research, detetou uma nova variante do botnet  Phorpiex, ameaça conhecida pelos seus ataques de sextortion e crypto-jacking, uma técnica cibercriminosa em que o atacante utiliza os recursos das vítimas para gerar criptomoeda. A nova variante, Twizt, opera sem servidores C&C ativos, o que significa que cada computador infetado pode contribuir para a disseminação do botnet. A CPR estima que o Twizt tenha roubado quase meio milhão de dólares em criptomoeda. Novas funcionalidades da variante fazem os investigadores da Check Point Software acreditar que o botnet pode tornar-se ainda mais estável e, por isso, mais perigoso.

Como funciona o Twitz

O Twitz faz uso de uma técnica chamada “crypto clipping”, isto é, o roubo de criptomoeda durante as transações através da utilização de um malware que substitui automaticamente o endereço de wallet intencionado pelo endereço de wallet do agente malicioso. Como resultado, os fundos transacionados vão parar às mãos erradas.

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No período de um ano, entre novembro de 2020 e novembro de 2021, os bots do Phorpiex roubaram 969 transações, roubando 3.64 Bitcoin, 55.87 Ether, e $55,000 em tokens ERC20. O valor dos ativos roubados a preços correntes corresponde a quase meio milhão de dólares americanos. O Phorpiex conseguiu apoderar-se várias vezes de transações de grandes montantes. A maior quantia de uma transação de Etherium já intercetada foi de 26 ETH.

“Há três grandes riscos envolvidos com a nova variante do Phorpiex. Primeiro, o Twizt utiliza o modelo peer-to-peer e consegue receber comandos e atualizações de milhares de outras máquinas infetadas. Um botnet peer-to-peer é mais difícil de derrubar. Isto faz com que o Twizt seja mais estável que versões anteriores de bots Phorpiex. Em segundo lugar, tal como versões anteriores do Phorpiex, o Twizt consegue roubar critpomoeda sem qualquer comunicação C&C, portanto, é mais fácil escapar dos mecanismos de segurança, como as firewalls. Terceiramente, o Twitz corre mais de 30 cripto wallets diferentes de blockchains diferentes, incluindo as principais, como Bitcoin, Ethereum, Dash, Monero. Isto faz com que a superfície de ataque seja enorme, e que basicamente qualquer pessoa que esteja a utilizar cripto possa ser afectada. Recomendo vivamente todos os utilizadores de criptomoeda a verificarem duas vezes os endereços de wallet que copiam e colam, pois pode muito bem estar a enviar inadvertidamente o seu crypto para as mãos erradas.”, disse Alexander Chailytko, Cyber Security Research & Innovation Manager da Check Point Software.




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