Ainda há ceticismo nas plataformas digitais?

Observemos a essência do Twitch, um canal que nasceu para abordar o Gaming mas que hoje já aborda uma série de diferentes temas.

Por Bruno Salomão, Country Manager na SocialPubli

Esta é a era digital. Não é uma realidade recente, mas a verdade é que o fator pandémico e a prevalência do teletrabalho fizeram aumentar a pegada de todos neste mundo online. A par disso, várias têm sido as plataformas digitais a nascer e crescer como ferramentas indispensáveis ou de trabalho, de partilha ou simplesmente de entretenimento. Saber como utilizar essas plataformas para comunicar determinado tema ou produto requer algum estudo e estratégia para que o resultado seja eficaz, no entanto ainda se observa um enorme ceticismo das marcas na aposta destas ferramentas digitais. 

Observemos a essência do Twitch, um canal que nasceu para abordar o Gaming mas que hoje já aborda uma série de diferentes temas. Ou mesmo ferramentas como o Reels que permite a criação de conteúdos dinâmicos, divertidos e diferenciadores, características que a maioria das marcas procura no momento de implementar uma campanha. Mas a verdade é que ferramentas como estas e outras mais são ainda pouco rentabilizadas no momento de definir uma estratégia de comunicação. A título de exemplo, o próprio Twitch pode muito bem vir a ser uma plataforma de storytelling. De acordo com uma entrevista dada recentemente por um responsável da Twitch, o conteúdo não-gaming quadruplicou nos últimos três anos na plataforma, contribuindo com 10 mil milhões de horas de streaming em 2019.

Ao mesmo tempo que vemos o digital a crescer e a evoluir, há uma sensação de que a maioria dos Marketeers ainda não está suficientemente confortável em apostar nestes canais. Por um lado, temos a questão do retorno que não é simples de traduzir em métricas reais de avaliação de impacto de um post, realidade transversal a todas as plataformas de social media. Por outro, existe ainda a crença de que o público alvo de determinada campanha não está presente numa determinada plataforma digital quando, aos dias de hoje, assiste-se diariamente à criação de novos perfis nas redes sociais. Não menos importante é o desconhecimento ainda existente no que toca à forma de como determinadas ferramentas funcionam na alavancagem de uma marca, podendo posicionar estas enquanto influencer e não como o ‘follow’. Um outro aspeto prende-se com o facto de alguns Brand Managers acreditarem que determinado conteúdo não espelha o ADN de uma marca, quando a verdadeira questão não incide na escolha da ferramenta, mas sim como usá-la. Um outro ponto que leva as marcas a não investirem nas redes sociais e explorar as ferramentas é a ausência de controlo, já que a internet veio ajudar à democratização e partilha de opiniões, deixando qualquer marca suscetível a comentários negativos, podendo fragilizar a reputação das mesmas, mas todos estes fatores podem e devem ser estudados para uma campanha de sucesso sem sustos, em qualquer que seja a rede social. 

O próprio Barómetro Edelman Trust indica-nos que os consumidores estão a passar por uma crise de fé com as marcas e é importante que estas reavaliem as suas estratégias se quiserem recuperar a confiança do público. E, para isso, é importante não só restaurar a confiança nas ferramentas disponíveis nas plataformas digitais para criar conteúdo diferenciador com a ajuda de especialistas, e estar precisamente onde está o público, fazendo parte do dia a dia deste. 




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