Não há transformação digital sem segurança

Não basta trancar a porta, é preciso monitorizar permanentemente, porque um incidente de cibersegurança por mais pequeno que seja, pode levar uma empresa à falência.

Por João Miguel Mesquita

Edição Digital: Cibersegurança

A pandemia COVID-19 paralisou o mundo em março do ano passado. Desde então, muitas coisas aconteceram, mas analisar o papel que está a desempenhar a tecnologia na construção de um novo mundo, merece uma análise de vários aspetos que exigem uma performance com uma visão realista do futuro,  não nos deixando levar pelos “cantos das sereias”. É verdade, como a maioria dos especialistas e analistas do mundo dos negócios e tecnologia afirmam, estamos perante a quarta Era real do desenvolvimento industrial e o nosso país não pode perder-se – como já aconteceu com as anteriores. Para isso, é necessário desenhar os eixos desta grande digitalização a nível nacional e não ficarmos pelos grandes projetos de grandes empresas e organizações, porque este segmento já estava – na maioria dos casos – no futuro estado de digitalização. Portugal é um país de PME e isso não pode ser ignorado.  A nossa sobrevivência futura depende de sermos capazes de aumentar a eficiência e, para o efeito, devemos abordar os planos de digitalização urgentes de amanhã que, na sua maioria, dependem de uma gestão eficaz do Plano de Recuperação e Resiliência.

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Embora possa parecer surpreendente, pode dizer-se que estamos no caminho certo para entrar no comboio da inovação, que desta vez não pode ser desperdiçado, se tal acontecer Portugal sofrerá em todos os setores e em vez de seguir em frente, volta para a casa de partida. Para entrar nesta “onda”, há aspetos que precisam de ser eliminados o mais rapidamente possível, um deles, e o que consideramos o mais importante, é a abordagem ligeira que os gestores têm perante a cibersegurança. O risco de cibercrime emergiu como o risco número um, subindo drasticamente do quinto lugar observado em agosto de 2020. A boa gestão dos projetos e continuidade das PME portuguesas para o êxito da Indústria 4.0 passa pela abordagem que os gestores têm de ter perante as questões de vida ou morte que a cibersegurança traz. Não basta trancar a porta, é preciso monitorizar permanentemente, porque um incidente de cibersegurança por mais pequeno que seja, pode levar uma empresa à falência. 




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