Como usar os canais digitais para sobreviver em 2021

no período difícil que atravessamos, as empresas estão a agarrar-se ao digital como uma “tábua de salvação”.

Por Ana Barros, da Outmarketing

Sempre que falamos em Transformação Digital, Indústria 4.0 ou Marketing Digital, é inevitável mencionar data, mais e melhores insights, otimização de processos, automação de fluxos de Marketing, personalização, geomarketing, e mais algumas tecnologias promissoras que escondem uma verdadeira revolução na forma como planeamos a estratégia das nossas empresas. 

Embora todas estas tecnologias sejam realmente valiosas e aplicáveis, a maioria exige um período razoável de implementação. E, no período difícil que atravessamos, as empresas estão a agarrar-se ao digital como uma “tábua de salvação”. Nenhuma estratégia pode ser ambígua; todas têm de ser soluções imediatas e capazes de dar retorno assim que estão no ar.

É a pensar nessas empresas, mais concretamente nas de B2B, que sugiro estratégias para tirar o melhor proveito possível dos canais digitais e sobreviver em 2021. Não só para manter o negócio à tona durante o confinamento, mas também para responder aos novos comportamentos do consumidor.

Em primeiro lugar, é importante reconhecer que a transformação digital – a adoção de novas tecnologias – não é suficiente para fazer frente aos novos desafios. Embora tenha ocorrido uma alteração profunda no comportamento de consumo, o Cliente continua a ter as mesmas reservas em relação à compra. Se não há reuniões cara a cara e aquela segurança que só um aperto de mão consegue dar, como derrubar as barreiras?

Este é um desafio para os mais criativos, que devem conseguir usar a tecnologia para estabelecer o mesmo nível de confiança e segurança. No que toca à indústria das Tecnologias de Informação em particular, oferecer um modelo de assinatura, um free trial ou uma demonstração são medidas que reduzem o risco percebido de modo eficaz.

Noutros sectores, estender o período de cancelamento, relaxar os termos do reembolso ou praticar preços mais flexíveis, são outras medidas de rápida execução que podem acompanhar uma estratégia de aproximação digital. À medida que mais e mais empresas se apetrecham de tecnologias, a criatividade é o que vai ditar a diferenciação.

Atenção: não podemos falar de confiança sem falar da autenticidade. A autenticidade é sempre prescrita para as redes sociais, mas faz mais sentido como uma estratégia global da empresa. Passa por usar mais conteúdo digital real, como conteúdo gerado pelos Clientes ou pelos colaboradores, partilhar críticas reais, e demonstrar empatia numa altura em que muitos passam por dificuldades. Tal como em qualquer relação, a confiança nasce da autenticidade.

Já temos a trindade do Marketing Digital para 2021: criatividade, confiança e autenticidade. Mas onde? A resposta é multicanal, e não se reduz a “estar nas plataformas”. Precisa de construir uma rede de fluxo de dados, desenvolver uma continuidade na comunicação e oferecer mensagens que são constantemente relevantes. 

Imagine que, por exemplo, um Cliente entra em contacto por LinkedIn ou live chat acerca de um email que enviou anteriormente. A conversa deve retomar no mesmo ponto, em vez de voltar ao ponto inicial. Para o Cliente, é uma experiência muito mais consistente, que se aproxima a um diálogo espontâneo. 

Conectar os pontos desta forma é o que permite oferecer uma experiência personalizada, que, tal como a autenticidade, gera sentido de confiança e faz diminuir a distância entre a empresa e o Cliente. Se a sua dúvida é como usar os canais digitais para chegar aos seus Clientes, já sabe a resposta: aproximar-se ao máximo da experiência cara a cara que lhes tem proporcionado até aqui. Gere empatia. 




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