“É nossa intenção e ambição continuar a crescer em 2021, e aumentar a família Unipartner em cerca de 15%.”

O “annus horribilis” de 2020, já lá vai, deixando a esperança ao fundo do túnel. Claramente marcado pelos efeitos da pandemia, o exercício deste ano empresarial caracterizou-se pela entrada em cena de uma nova forma de operar por parte de empresas e instituições, que se viram obrigadas a dar o último salto para o mundo digital. Fernando Reino da Costa, CEO
da Unipartner, falou com o Computerworld sobre o ano que encerrou, mas essencialmente analisou o que nos reserva 2021.

Por João Miguel Mesquita

Fernando Reino da Costa, CEO da Unipartner

Em termos de negócio, que balanço faz de 2020? De que forma a pandemia influenciou o negócio e quais as consequências?

A Unipartner insere-se num setor que felizmente não foi abalado pela pandemia tão fortemente como outros, e, ainda que tivesse havido impacto direto e indireto, conseguimos manter a rota de crescimento.

Foram quase 20 os clientes que conquistámos, e 2 os prémios Microsoft que recebemos em 2020.  O mais alto prémio, o Parceiro do Ano, e o “App Modernization Partner of the Year”. 

Num ano de incertezas, a nossa equipa respondeu com muita agilidade, enorme profissionalismo e um sentido de proximidade com os nossos clientes que se revelou chave do sucesso. 

Em conclusão, para nós, 2020 acabou por ser um ano bom, muito devido à crescente importância do Digital na economia. Sentimos, no entanto, alterações nas prioridades de investimento dos nossos clientes, mais preocupados em manter as operações versus fazer investimentos estruturantes e na inovação.

Quais as expectativas para 2021? O negócio vai crescer? Quais as áreas mais relevantes?

Acredito que 2021 irá abrir portas ao início da recuperação e aceleração da economia, embora ainda enfrentemos várias incertezas. Não é claro quando iremos começar a ver indicadores que demonstram uma consistente e permanente regressão da pandemia, nem qual será o autêntico impacto na economia em geral, nomeadamente nos setores mais diretamente afetados.

Na Unipartner ambicionamos permanecer no nosso percurso de crescimento, e sobretudo, de forma sustentável. Por isso, encaramos 2021 com serenidade, como um ano de mudança e como a base para maiores crescimentos futuros. 

Deste modo, estamos a investir internamente, aperfeiçoando o nosso modelo organizacional e fortalecendo áreas cruciais da empresa para ir ao encontro da nossa missão e estratégia.

Tendo em conta a necessidade de criação de emprego em Portugal têm previsto contratar em 2021? Com quantos colaboradores fecham em 2020, e quantos pensam ter no final de 2021? 

Em Portugal, contamos com cerca de 220 consultores. Estamos sempre à procura de talentos e pessoas que sejam não só altamente qualificadas, mas também com forte apetência para o digital e tecnologias inovadoras que permitem transformar os negócios. Temos sempre oportunidades de emprego a decorrer e participamos em diversas iniciativas, mais concretamente Job Fairs, em Universidades por todo o país, onde nos damos a conhecer aos alunos. Mais recentemente participámos no Job Pitch Challenge do evento da Microsoft Building the Future, onde tivemos a possibilidade de apresentar a alunos e recém graduados a oportunidade de se juntarem à Unipartner.

Em 2020, as nossas Academias trouxeram até à Unipartner 43 novos talentos de diferentes escolas e em diferentes fases da sua vida académica. 

É nossa intenção e ambição continuar a crescer desta forma em 2021, e aumentar a família Unipartner em cerca de 15%, proporcionando à nossa atual equipa e a todos os que se juntam a nós um percurso de aprendizagem e crescimento que lhes permita evoluir e desenvolver as suas capacidades connosco e para o futuro.

Quais as principais dificuldades que encontram, no mercado português, neste momento, no que respeita a abordagem a digitalização das empresas? 

No presente, o digital revela-se um grande fator de competitividade e um requisito por parte de quem procura uma organização para trabalhar. Ainda assim, a Covid-19 trouxe ao de cima diferentes níveis de maturidade digital e capacidades de resposta à necessidade de implementar soluções tecnológicas de forma ágil e célere. A atual conjuntura é, por isso, uma ocasião chave para acelerar a modernização e transformação das organizações.  Sem esquecer que esta mudança, implica também a capacitação das equipas e pessoas assim como o investimento numa cultura mais digital. 

Notem que a capacitação das pessoas é um dos temas centrais nas organizações e o que mais influencia a sua capacidade de transformação e inovação. E este alerta já foi dado em 2019 no estudo sobre o futuro do trabalho em Portugal pela Nova SBE para a CIP. Este estudo refere que 42% das profissões/trabalhadores estão ou vão ficar desatualizadas e que há já um potencial de 50% da automação de tarefas laborais nas organizações em Portugal. Logo, se não capacitarmos os indivíduos de forma a que consigam acompanhar todos estes avanços tecnológicos, iremos perder grande parte da presente força do trabalho.

Que conselhos dão às empresas para ultrapassarem os difíceis momentos que passamos?  

Num momento de viragem como este, a realidade que estamos a enfrentar é transversal a todos os setores e deve ser usada para o aumento da produtividade e diferenciação das organizações. Temos a oportunidade única de consolidar a transição e digitalização dos processos e operações, e adaptá-los a um contexto amplamente remoto. Porque os clientes, os cidadãos e os colaboradores assim o irão exigir mesmo no pós-Pandemia.

Para alcançar este objetivo, as organizações devem investir na visão de um posto de trabalho moderno, móvel e seguro, que integre um conjunto de necessidades de trabalho em uma só plataforma digital e segundo as boas práticas.

Aconselho também a sustentarem a promoção de uma comunicação ágil e clara que permita uma proximidade virtual das equipas, e uma cooperação estruturada facilitando a partilha de informação entre colaboradores e mantendo o histórico de grupos de trabalho. 

Adicionalmente, é necessário acelerar a capacitação e formação das equipas. Cada profissão é cada vez mais digital e nesse sentido há que aumentar o conhecimento das pessoas ao nível da introdução do digital, criando caminhos formativos e acesso estruturado a conteúdos, assim como estimulando uma cultura digital, de inovação e de aprendizagem contínua.




Deixe um comentário

O seu email não será publicado