“Portugal Digital Mais Inclusivo” em debate na primeira sessão das INCoDe_Talks [veja aqui]

Esta foi a primeira, de um ciclo de conferências online, que pretende promover o debate entre os principais intervenientes e decisores sobre a temática das competências digitais em Portugal.

 A Iniciativa Nacional Competências Digitais Portugal INCoDe.2030, em conjunto com o projeto europeu MEDICI – Mapping Digital Inclusion, que reúne boas práticas de inclusão digital nos 27 Estados-Membros da União Europeia e no Reino Unido, desenvolvido em parceria com o CEPCEP da Universidade Católica Portuguesa, promoveu, na terça-feira, dia 15, a primeira, de um ciclo de sessões online, as INCoDe_Talks, que pretendem analisar os vários desafios da inclusão e da literacia digitais para o exercício da cidadania em Portugal.         

Sob o mote “Portugal Digital Mais Inclusivo”, incluído nos objetivos do Eixo 1 – Inclusão do Programa INCoDe-2030, foram vários os temas trazidos para reflexão: alguns índices do posicionamento digital de Portugal no contexto europeu, o papel da pandemia no aceleramento do uso da tecnologia e a aceleração da digitalização em todos os setores. Ainda, a importância de estimular a especialização em tecnologias e aplicações digitais para a qualificação do emprego e a produção de novos conhecimentos em cooperação internacional e também no combate à desigualdade digital.

A abertura da primeira iniciativa das INCoDe_Talks esteve a cargo da Secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, Rosa Monteiro, do Coordenador Geral INCoDe.2030, Nuno Feixa Rodrigues, e da Reitora da Universidade Católica Portuguesa, Isabel Capeloa Gil.

Rosa Monteiro salientou que além de Portugal estar em 21º lugar em termos de capital humano no seio da União Europeia (cerca de 48% da população não possui as competências digitais básicas), assiste-se a uma descida gradual de percentagem de mulheres no grupo de pessoas diplomadas em tecnologias de informação e comunicação. Um tema que considerou determinante para o futuro das sociedades europeias quando se tem como grande objetivo criar lugares mais digitais, sustentáveis, inclusivos e mais democráticos.

O Coordenador Geral INCoDe.2030, Nuno Feixa Rodrigues, projetou alguns números para 2025: “O digital é um meio importante, 85% dos postos de trabalho vão necessitar de competências digitais básicas. Neste momento, o país está com cerca de 52%. Assistimos a um atraso na qualificação, o que origina uma correlação direta com este outro atraso nas competências digitais. Portugal tem feito um grande esforço e um caminho significativo de melhorias das suas qualificações. Agora é preciso alinhá-lo com o digital. A população não é toda uniforme e é essa a questão que é colocada no panorama da cidadania…

O primeiro momento que debateu a Estratégia para a Inclusão Digital do INCoDe.2030 contou com a intervenção da Coordenadora do Eixo da Inclusão, Luísa Ribeiro Lopes, Alexandre Nilo Fonseca, Diretor Executivo do Muda – Programa Eu sou Digital, Rogério Carapuça – Presidente APDC – Projeto UpSkills e da Diretora do Departamento de Formação do Município de Lisboa – Programa de Inclusão para a Literacia Digital, Luísa Dornellas.

Foi ainda discutida a Inclusão Digital e os mais vulneráveis – desafios do terreno, através das diversas iniciativas, apoiadas pelo Programa INCoDe.2030 como o Curso de Literacia Digital para o Mercado de Trabalho, o projeto Engenheiras por um dia, o Sitestar.pt e o Apps For Good.

A Diretora Executiva do Programa Portugal Digital, Vanda de Jesus fechou a manhã ao afirmar que o principal objetivo é não deixar ninguém para trásna Capacitação e Inclusão de pessoas, Transformação digital do tecido empresarial e na Digitalização do estado.

Veja aqui a sessão, de terça-feira, dia 15 de dezembro:




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