Estudo da Visa revela que consumidores Portugueses já preferem pagamentos digitais

Estudo realizado pela GFK para a Visa sobre o impacto da Covid-19 no setor dos pagamentos digitais em Espanha, França, Itália e Portugal, revelou que os constrangimentos do confinamento alteraram drasticamente os hábitos de pagamento dos consumidores.

A crise sanitária da Covid-19 e as medidas de confinamento impostas ao longo dos últimos meses, alteraram drasticamente os hábitos de pagamento dos consumidores em Portugal. Para compreender melhor o impacto destas alterações e as necessidades reais dos consumidores, a Visa desenvolveu um inquérito, em parceria com a GFK, para analisar os novos hábitos e tendências futuras nos pagamentos digitais e comércio eletrónico.

As alterações de hábitos decorrentes da  pandemia da Covid-19, conduziram a uma autêntica transformação digital em Portugal. Segundo dados recolhidos pelo estudo, 45% dos portugueses entrevistados admitem que limitaram o uso de notas e moedas em loja em favor dos pagamentos digitais, desde o início da pandemia. Esta mudança de comportamento tem vindo a aumentar, e prevê-se que no futuro venha a aumentar ainda mais, a utilização de cartões de débito (+26%) ao efetuar pagamentos em loja.

Os números demonstram também um aumento inédito dos pagamentos contactless (+48%), mais do que em qualquer outro país analisado no estudo. No entanto, o relatório prova que ainda há espaço para crescer, com os consumidores a demonstrem uma propensão cada vez maior para efetuar pagamentos touch free. A maioria dos consumidores portugueses entrevistados ficou satisfeita com o aumento do limite contactless para transações sem PIN, com 64% dos inquiridos a querer manter esta possibilidade, medida que acabou por ser confirmada posteriormente pelo Banco de Portugal.

Paula Antunes da Costa, Country Manager da Visa para Portugal, afirma que: “2020 tem sido excecionalmente desafiante para os consumidores e empresas que tiveram de se adaptar a uma realidade inteiramente nova, numa questão de dias. Não há dúvidas sobre a capacidade de Portugal ser resiliente, faz parte do nosso ADN, e a adoção massiva dos pagamentos digitais só veio demonstrar a agilidade com que rapidamente nos adaptamos para continuar a satisfazer as nossas necessidades. Seja através do contactless, e-commerce ou cartões de pagamento em geral, o digital está a impulsionar diferentes comportamentos de compras e pagamentos, e acreditamos que a conveniência, a segurança e a inovação vão ser os principais motores para o futuro dos pagamentos.”

Para António Salvador, Country Manager da GFK para Portugal: “é seguro dizer que os pagamentos digitais e o contactless têm sido protagonistas durante o confinamento, maioritariamente impulsionados pela necessidade de segurança. Prevemos que no futuro a tendência se mantenha, mesmo quando acabar a pandemia, porque muitos consumidores já perceberam o quanto estas soluções são convenientes e nós, enquanto GfK, sabemos que a conveniência é um dos motores mais eficazes na consolidação de novas rotinas e hábitos de consumo. Em resumo, podemos dizer que este estudo vem provar que a pandemia tem sido um forte impulsionador na mudança dos hábitos de compras e certamente não vamos voltar ao mundo pré-Covid.”

E-commerce: Pandemia impulsionou as compras online após confinamento inicial

Ainda que o e-commerce fosse já parte integrante dos hábitos dos consumidores franceses e espanhóis, em Portugal e Itália os cidadãos ainda preferiam comprar em lojas físicas. Tendo este facto em conta, a crescente penetração do comércio online não surpreende – 44% dos portugueses entrevistados no estudo admitiram que iniciaram ou aumentaram as compras online quando o confinamento foi declarado, uma tendência ainda mais notável em Itália, onde 51% dos compradores admitiram ter aumentado ou até mesmo começado a comprar online após serem obrigados a permanecer em casa.

Como parte da mudança de hábitos de consumo, o carrinho de compras também passou a acomodar novas necessidades, com os produtos alimentares e de higiene no topo da lista. Em Portugal, houve um aumento particular na utilização de canais online para pagar as contas de casa (+21%) e para pagar impostos e taxas (+18%). Obrigados a estar confinados em casa, os consumidores portugueses também aumentaram as suas subscrições no campo do entretenimento, com 16% a subscrever serviços de televisão ou de telemóvel.

A situação de emergência teve também um impacto nos métodos de pagamento online. Carteiras digitais, cartões de débito e crédito têm vindo a ser substancialmente mais utilizados e prevê-se que este crescimento se mantenha. Os consumidores portugueses revelaram também que pretendem  aumentar no futuro o uso de cartões de débito (+17) e carteiras digitais (+22). Pelo contrário, vão passar a evitar pagar no ato da entrega (-3%).

Na loja física: os consumidores estão a optar por métodos de pagamento alternativos e a deixar de pagar com dinheiro

As medidas de distanciamento social e as preocupações com a saúde estão a reformular drasticamente os hábitos de pagamento. O abandono do dinheiro físico está a impulsionar o uso de cartões bancários para efetuar pagamentos em loja. Portugal, Espanha e Itália aumentaram o uso de cartões de débito, +39%, +37% e +24% respetivamente, enquanto em França os consumidores estão a optar por utilizar mais os seus cartões de crédito desde o início da crise Covid-19, registando um aumento de 23%. 

As medidas de confinamento e a necessidade de permanecer em casa permitiram ainda  impulsionar o comércio local, com a maioria dos compradores a demonstrar uma forte vontade de comprar em lojas de bairro, não só porque querem ajudar os pequenos empresários, mas também porque acreditam que é mais conveniente. 69% dos inquiridos admitiram ter feito compras no comércio local desde o início da pandemia, com 61% a revelar que pretendem continuar a fazê-lo. Estes números são particularmente relevantes em Espanha (70%) e Portugal (65%), ambos acima da média dos quatro países presentes no estudo.

Para a Visa, as PME’s continuam a ser uma prioridade, e por isso a empresa comprometeu-se a ajudar 8 milhões de PME’s na Europa como parte de um esforço para que as comunidades locais mantenham a sustentabilidade dos seus negócios na sequência da pandemia. Em Portugal, a Visa associou-se à Glovo para apoiar as pequenas e médias empresas, oferecendo 5 euros de crédito para uso na app Glovo, com o objetivo de apoiar restaurantes locais. 

Contactless: Segurança, conveniência e confiança aumentam nos pagamentos touch-free

A tecnologia contactless disparou nos últimos seis meses como resultado de uma maior necessidade de segurança, conveniência e confiança. Portugal está no topo do ranking, com 48% dos inquiridos a revelarem utilizar mais este método de pagamento, comparativamente à utilização no período pré-Covid. Os números também são significativos em Espanha (+45%) e França (+42%), ao contrário de Itália, onde apenas 28% dos inquiridos confessou aumentar o uso de contactless. Os números também revelam o impacto que o contactless teve nos últimos meses, já que mais de metade dos inquiridos (53%) reconhece que as lojas têm agora uma maior pré-disposição a aceitar pagamentos contactless. Portugal volta a liderar a lista, com 64% dos consumidores a dizer que as lojas estão a corresponder ao seu desejo de pagar com contactless.

Numa altura em que o Google Pay foi lançado em Portugal, o país tem ainda um longo caminho a percorrer, uma vez que apenas 15% dos consumidores admitem usar pagamentos móveis. Para além disso, há ainda espaço para melhorias consideráveis na área dos wearables, onde os portugueses ficam claramente atrás dos consumidores nos outros países analisados no estudo, onde os wearables já estão amplamente disponiveis e a serem utilizados para efetuar pagamentos digitais.

Os consumidores acreditam que não há volta a dar e que este é o futuro, não prevendo um regresso aos hábitos pré-Covid. Em particular, os inquiridos preveem uma nova diminuição do uso de numerário, também para pagamentos de baixo valor (20%) e para títulos de transporte ou estacionamento (17%). Por outro lado, espera-se que os cartões de crédito e débito aumentem ainda mais o seu apelo, tanto no e-commerce, como em pagamentos em loja.




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