“O caminho para os Smart Museums é a inovação”

Num estudo, a Minsait propõe uma abordagem global de partilha de informação entre todos os agentes da cadeia de valor cultural – públicos e privados – para oferecer experiências mais atrativas, melhorar a gestão interna e promover a sustentabilidade económica do sector.

Em Portugal, estima-se que, antes da pandemia, existiam mais de 130.000 pessoas empregadas no setor da cultura, que representa cerca de 3% do PIB. Para além do seu impacto direto, a cultura tem uma influência significativa noutros sectores como o turismo e contribui para a coesão social, o desenvolvimento sustentável e o alívio das desigualdades.

A Minsait está atualmente a desenvolver projetos que se estão a tornar importantes na transformação digital da arte e da cultura. Em Espanha, destacam-se os projetos “Cáceres Patrimonio Inteligente” e “Smart Camiño”, uma plataforma digital com aplicações móveis para orientar e resolver todas as necessidades de informação dos peregrinos. A empresa é também parceira-chave na digitalização dos Museus do Vaticano para melhorar a proteção das obras e a segurança dos seus visitantes. A empresa integra ainda um projeto europeu para a implementação de um simulador de grande escala para mapear 5.000 anos de história no continente.

Nesta linha, o relatório “Tecnologia ao serviço da arte e da cultura”, recentemente publicado pela Minsait, deixa claro que a transformação digital é a única forma de responder às exigências da democratização da informação e da arte para os novos perfis dos visitantes e à atual situação de pandemia. Para tal, é essencial implementar soluções digitais que permitam a partilha de informação entre todos os agentes da cadeia de valor – públicos e privados – para oferecer aos utilizadores experiências mais atrativas e melhorar a gestão dos espaços.

Esta abordagem facilita a análise da informação sobre os visitantes, não só para expandir o volume e o valor das receitas de bilhética, mas também para disponibilizar serviços de transporte, alojamento, entretenimento ou compras a partir do momento em que planeiam a visita. A Minsait também defende no estudo a incorporação de novos perfis profissionais muito mais tecnológicos nas equipas dos museus e empresas culturais para acelerar a transformação.

A Minsait considera fundamental a contribuição das ferramentas de CRM para gerir a experiência completa, interações e pontos de contacto entre utilizadores e equipamentos culturais, para melhorar a relação e recolher dados inteligentes de todas as interações (dúvidas, reclamações, sugestões, compras, etc.).

Redução e antecipação de riscos

Além das funcionalidades e serviços concebidos para visitantes e utilizadores de espaços artísticos e culturais, o relatório da Minsait destaca as oportunidades apresentadas pelas tecnologias disruptivas para melhorar a gestão interna dos espaços e acelerar a tomada de decisões.

Do ponto de vista da segurança, a incorporação de sistemas de alerta digitais e multimédia para orientar os visitantes para as saídas de emergência ou para evitar multidões garantindo a distância social.

A Minsait também acredita que nos próximos anos iremos assistir à utilização generalizada de algoritmos e inteligência artificial para ativar protocolos de segurança, bem como à criação de base de dados que integram informação de todos os dispositivos que interagem com a segurança.

Por fim, o estudo prevê que a integração de soluções de Big Data, Algoritmos e Dashboard irá desempenhar um papel fundamental para facilitar a simulação de situações futuras a fim de planear as necessidades de recursos e organizar melhor os serviços.

A Minsait afirma no relatório que “o caminho para um Smart Museum é a inovação, não só como uma evolução tecnológica, mas também como a aplicação da experiência para tornar os espaços mais abertos, dinâmicos, inteligentes e atrativos para o público”.




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