Plataforma Portuguesa Fibrenamics Green entre os finalistas aos Prémios REGIOSTARS 2020 da Comissão Europeia

Do lixo aos produtos de valor acrescentado através da inovação e em defesa da economia circular.

A Fibrenamics Green foi criada como uma resposta aos milhões de toneladas de resíduos industriais que a União Europeia produz anualmente e que são considerados lixo. A plataforma impulsiona a conversão destes resíduos em produtos inovadores de elevado valor acrescentado, por incorporação de ciência, tecnologia e design, contribuindo igualmente para a responsabilização/consciencialização do produtor através da articulação efetiva entre produção e inovação/investigação. 

Esta plataforma colaborativa reúne 20 investigadores, mais de 100 agentes empresariais parceiros, um Green Think Tank composto por 80 designers, criou 7 concursos de criatividade, apresentou 150 candidaturas a vários concursos, foi responsável pela exposição de 5 obras de arte produzidas com resíduos, e já envolveu + 500 participantes em ações de demonstração de tecnologias.  

“O mote do projeto Fibrenamics Green diz tudo: do lixo para o mercado através do conhecimento. Resume muito bem o que a Comissão Europeia vê como caminho a fazer para a sociedade que queremos: mais justa, mais respeitadora do ambiente, mais digital e resiliente. Exemplos como este provam que é possível ter uma economia que equilibra a sustentabilidade com a viabilidade económica: este é o ponto de partida para uma sociedade baseada na economia circular Portugal tem tido constantemente finalistas e vencedores nas várias edições no REGIOSTARS, o prémio da Comissão Europeia para projetos de desenvolvimento regional financiados pela UE. É uma prova viva de como os fundos europeus têm impacto real nas nossas comunidades e de como os portugueses sabem aplicar estas oportunidades e o seu talento em projetos inovadores,” refere Sofia Colares Alves, Representante da Comissão Europeia em Portugal.

“A Fibrenamics Green converte resíduos industriais – considerados lixo, em produtos de elevado valor acrescentado através da incorporação de ciência, tecnologia e design, constituindo-se como uma plataforma colaborativa entre universidades, empresas, investigadores e designers. O nosso trabalho só é possível graças ao apoio da União Europeia,” afirma Raul Fangueiro, Professor da Universidade do Minho e Coordenador da Fibrenamics Green.

O projeto já originou 2 spin offs: a SlateTec, que se dedica à produção de ecocompósitos, criada pela empresa Lousas de Valongo, para a valorização de resíduos produzidos na extração da ardósia; e a Givaware, que se dedica ao desenvolvimento de produtos, utilizando novos materiais sustentáveis de acordo com os princípios da economia circular.

Adicionalmente, e face à necessidade de implementação de modelos de circularidade em empresas industriais produtoras de resíduos, a Fibrenamics Green tem neste momento vários projetos one-to-one (Fibrenamics/Empresa) em curso com a captação de 2,5 milhões de euros para I&D. Graças ao modelo integrador de diferentes competências que tem obtido com excelentes resultados, o projeto já foi replicado na Região Autónoma dos Açores, com diversas ações em curso que integram os resíduos produzidos nesta região (madeira, leite, basalto, folhas de ananás) e as competências das empresas locais.  

O projeto Fibrenamics Green – Plataforma para o Desenvolvimento de Produtos com base em resíduos é cofinanciado pela União Europeia através do FEDER – Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, enquadrado no NORTE 2020 – Programa Operacional Regional do Norte 2014-2020.




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