Covid-19: A importância de conseguir mudar

A crise pandémica é tão profunda e generalizada que ainda não se sabe se tem uma data de validade e quando ocorrerá. A chave estará na capacidade de mudar, de transformar os modelos de negócios e de se preparar agora para possíveis novas situações como a que acabamos de vivenciar.

Por Israel Serrano | Infinidat Iberia

Se há um ponto em que a crise global da Covid-19 deixou a sua marca mais profunda no setor empresarial, esse ponto é a capacidade de mudar. Esta segunda onda que todos nós tememos está a tornar-se cada vez mais tangível a cada dia que passa. E, enquanto muitas empresas tentam recuperar do golpe, as que aprenderam a ser flexíveis e a mudar conseguiram sobreviver e até ganhar uma vantagem competitiva sobre as demais, sendo que a tecnologia desempenhou aqui um papel fundamental.

No novo normal, “resiliência” é muito mais

“Resiliência” é um conceito de TI familiar que se refere à capacidade de uma rede ou sistema de se adaptar às mudanças e proteger a empresa e os seus clientes de desastres ou interrupções. No entanto, quando se trata de uma crise global de enormes proporções, como a Covid-19, isto por si só não chega. As organizações não podem voltar ao mesmo ponto em que estavam antes do início da pandemia. Devem mudar, e rápido, se quiserem sobreviver e destacar-se nos seus respetivos mercados.

Na era pós-COVID, as empresas devem reinventar-se e acelerar as suas atividades digitais. Os fabricantes, que geralmente vendiam os seus produtos principalmente em lojas, mudaram drasticamente a sua política de distribuição. E, da mesma forma, numerosos sectores como a Educação, Saúde ou Economia modernizaram a sua forma de trabalhar e apostaram na construção de um mundo telemático. Organizações ainda mais “tradicionais”, como bancos, seguradoras ou serviços de saúde, aprenderam a fechar as suas instalações e a operar em modo de teletrabalho, e começaram a comercializar os seus serviços através de aplicações avançadas e serviços online. 

A crise pandémica é tão profunda e generalizada que ainda não se sabe se tem uma data de validade e quando ocorrerá. A chave estará na capacidade de mudar, de transformar os modelos de negócios e de se preparar agora para possíveis novas situações como a que acabamos de vivenciar.

Como proporcionar esta “nova” resiliência à empresa?

Para dar à empresa a capacidade de mudar e se adaptar a esse novo normal, os departamentos de TI devem contribuir com flexibilidade, e essa flexibilidade pode ser expressa de duas maneiras:

  • Tecnologia On Demand: Os fornecedores de infraestrutura que realmente ouvem os seus clientes optaram por oferecer novos modelos On Demand (ou seja, pagos com base no que é consumido). No campo do armazenamento, isto permite estar preparado para a mudança, com a capacidade de aumentar e diminuir os seus volumes de dados à medida das necessidades. Desta forma, as empresas podem lançar novas iniciativas e responder às mudanças do mercado sem ter que passar por processos de aquisição longos e dispendiosos.

O fornecimento de armazenamento on-demand trouxe uma lufada de ar fresco a muitas empresas que lutam todos os dias para responder às necessidades da sua organização e ajudá-la a sobreviver, já que não conseguem lidar com implementações on-premises dispendiosas ou suportar enormes investimentos em armazenamento na cloud.

  • Redução do acesso físico da equipa ao data center: A crise da Covid-19 aumentou a importância de saber gerir o data center da forma mais limitada possível. No campo do armazenamento, será essencial, por exemplo, minimizar o número de vezes que o data center deve ser fisicamente acedido para operações de reparação. A alta redundância (N + 2 ou superior é o padrão atualmente aceite) permite enfrentar qualquer tipo de interrupção, proporcionando a capacidade de recolher informações sobre as falhas e agendar a sua reparação, para que a atividade não entre em fase de emergência.

Definitivamente, a resiliência não deve apenas permitir que as empresas voltem a funcionar como antes da crise, mas também que mudem e consigam enfrentar um cenário imprevisível cujo prazo não conhecemos. As empresas com este nível de resiliência terão uma vantagem significativa, permanecerão flexíveis e poderão mudar à medida que os mercados em que operam mudam também. Os fornecedores de tecnologia, por sua vez, terão que permitir modelos de consumo flexíveis, o que lhes permitirá trazer inovação para o mercado e também lidar com as limitações físicas.




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