Computação em nuvem é aposta da Huawei para faturar mesmo com as sanções americanas

Mesmo com as sanções dos Estados Unidos, a Huawei tem compensando algumas perdas no mercado com o crescimento dos seus negócios de computação em nuvem.

Segundo o Financial Times, a divisão de cloud computing, que vende capacidade de computação e armazenamento para empresas, incluindo acesso a IA, está a crescer rapidamente: em janeiro, a unidade passou a ser vista como tão importante quanto a vertical de equipamentos para telecomunicações.

Expansão

Um funcionário de um fornecedor chinês da Huawei disse ao FT que a divisão de computação em nuvem foi fundamental para a marca estabilizar no mercado doméstico, já que a marca pode contar com o apoio de Pequim na realização de contratos públicos de cloud.

Fontes do mesmo jornal que participam nos negócios de computação em nuvem da Huawei disseram que a unidade está aumentar as suas ofertas. “Continuaremos a fornecer aos clientes um pacote de serviços e produtos [em nuvem]”, disse um funcionário da Huawei familiarizada com a estratégia.

Diante das sanções dos Estados Unidos e o bloqueio do fornecimento de chips, a empresa viu-se obrigadoa a mudar a estratégia e focar noutros negócios, disse fonte do FT. A unidade de consumo foi responsável por metade da receita, de cera de 122 mil milhões de euros, da Huawei no ano passado.

“A Intel tem sido a fornecedora da principal [unidade de processamento central] para os servidores Huawei, uma vez que garantiu uma licença no ano passado que permite continuar a vender para a Huawei”, disse ao jornal um executivo da indústria de semicondutores que não se identificou porque não estar autorizado a falar com a imrensa.

Desde que a Huawei entrou para a lista de empresas proibidas pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos ano passado, centenas de empresas do país solicitaram licenças temporárias para continuar a fazer negócios com a empresa chinesa.

Via alternativa

Apesar das regras impostas pelo governo norte-americano em maio e 17 de agosto, que proíbe a venda de qualquer chip projetado ou fabricado com tecnologia ou equipamento dos Estados Unidos em qualquer transação envolvendo a Huawei, estas licenças permanecem em vigor mesmo com o bloqueio.

“A regra não tem efeito sobre as licenças emitidas antes de 17 de agosto”, disse um funcionário do Departamento de Comércio ao Financial Times.

Alguns fabricantes de chips com fábricas próprias foram licenciados para enviar chips para a Huawei. Um executivo e dois analistas disseram ao jornal que a Intel estava entre eles. O Departamento de Comércio dos Estados Unidos não divulga quais empresas que receberam estas licenças.




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