Alberto Rodas: “O teletrabalho chegou para ficar e para a Sophos é perfeitamente viável que assim seja”

A Computerworld está a medir o pulso aos fabricantes do mercado TI em Portugal, tendo em conta a pandemia provocado pelo Covid-19. Fomos saber como as empresas estão a reagir, como mantêm os ciclos de vendas, como respondem aos novos formatos do apoio ao cliente e como olham para o futuro. Alberto Rodas, Sales Engineer da Sophos Ibéria, aceitou o nosso desafio.

Como está a vossa capacidade de entrega e implementação de soluções e produtos?

Não só devido à utilização reforçada de ferramentas de trabalho remoto, a cibersegurança não é algo que possa deter-se, nem mesmo quando graves pandemias afetam a população – antes pelo contrário, até porque o COVID-19 está a ser amplamente utilizado para realizar ataques, tanto a instituições como a particulares. Vemos, por exemplo, como os ciberatacantes o utilizam para enviar documentos infetados para sistemas hospitalares, ou para particulares a quem fingem informar sobre supostos apoios do governo, etc. Infelizmente o cibercrime não descansa, pelo que nós também não o podemos fazer – a nossa capacidade de entrega e implementação não sofreu qualquer alteração em relação ao normal.

Quais os produtos ou soluções que as empresas estão a adquirir mais neste momento?

No princípio do surto de COVID-19 a procura por soluções VPN (XG Firewall) foi elevadíssima, e não apenas em formato físico: uma vez que também dispomos desta tecnologia em Azure ou AWS, as empresas puderam adquirir e/ou ampliar os seus serviços de VPN de forma muito considerável e num prazo de tempo muito curto, por vezes de poucas horas. Um claro exemplo é um dos nossos clientes, uma grande empresa que passou de 500 utilizadores VPN, 10% do seu total de colaboradores, para praticamente 100% em apenas um dia, pois puderam implementar o nosso Sophos XG em sistemas baseados na Cloud pública. Agora, ultrapassada a primeira fase da pandemia, as soluções de segurança endpoint estão a ser altamente solicitadas, pois muitos colaboradores continuam a ter de utilizar os seus dispositivos pessoais e é, por isso, necessário adquirir ou ampliar as licenças de endpoint para garantir a sua proteção. Podemos ainda dizer que temos muitas empresas clientes que antes estavam relutantes quanto aos sistemas baseados na Cloud, como o Sophos Central, e agora os veem como uma necessidade, pelo que temos em mãos vários projetos de migração para a infraestrutura da Cloud – esta permite a gestão a partir de qualquer local, o que é essencial para os colaboradores que continuam sem poder realizar o seu trabalho a partir do escritório.

Aumentaram os pedidos de assistência e suporte técnico? Tiveram que tomar alguma medida especial para apoiar os pedidos nesta fase?

Naturalmente. No entanto, não tivemos que tomar nenhuma medida particularmente especial, a não ser adaptarmo-nos de forma a utilizar muito mais as ferramentas de telepresença. Isso permitiu que não tivéssemos que nos deslocar e aumentou também a nossa produtividade, pois no mesmo dia conseguimos dar resposta a clientes em diferentes localizações geográficas, a partir de casa, sem perder tempo com deslocações.

Como foram os primeiros dias?

Mais ou menos de acordo com o esperado… já tínhamos visto o que estava a acontecer em Itália e Espanha (já para não mencionar a China), sabíamos que mais tarde ou mais cedo iria chegar até nós. Na Sophos todos os colaboradores possuem um portátil e a grande maioria está habituada a viajar, de forma que, semanas antes do governo odernar o confinamento, já estávamos a evitar trabalhar no escritório, viajar em trabalhar ou marcar presença em eventos a menos que fosse estritamente necessário. Com o confinamento ficou comprovado que, efetivamente, a política que estávamos a seguir era a correta e que, mesmo em casa, os nossos sistemas e infraestruturas permitem-nos fazer o nosso trabalho de igual forma, praticamente sem perturbações.

Como veem o mercado quando tudo isto voltar ao “normal”? Ou não voltará simplesmente ao normal?

Penso que não voltará a ser normal, se definirmos “normal” como o que se fazia antes do COVID-19. O teletrabalho chegou para ficar e para a Sophos é perfeitamente viável que assim seja porque, tal como comentei antes, as nossas soluções já podem ser geridas a partir da Cloud, se assim for desejado. Isso permite aos nossos serviços de Admin, IT e Segurança continuar a trabalhar seja onde for, garantindo que as organizações dispõem das medidas de segurança mais adequadas e podem continuar a aplicar os padrões de Zero Trust que tanto recomendamos, mesmo (e sobretudo) nesta nova situação.




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