Nuno Silva: “As empresas sabem agora que uma rede doméstica forte é a espinha dorsal dos futuros serviços”

A Computerworld está a medir o pulso aos fabricantes do mercado TI em Portugal, tendo em conta a pandemia provocado pelo Covid-19. Fomos saber como as empresas estão a reagir, como mantêm os ciclos de vendas, como respondem aos novos formatos do apoio ao cliente e como olham para o futuro.
Nuno Silva, Country manager da devolo Portugal, aceitou o nosso desafio.

Nuno Silva
Country manager da devolo Portugal

Como está a vossa capacidade na entrega e implementação de soluções e produtos? 

Registámos um crescimento significativo da procura dos nossos produtos desde o início da pandemia do coronavirus, uma vez que os utilizadores estão agora mais em casa e necessitam de uma ligação estável e de qualidade com a rede da empresa e para aplicações de teletrabalho, videoconferência e ensino à distância. Tal como aconteceu com praticamente toda a indústria mundial, também nós fomos afetados na nossa capacidade de produção. No entanto, prevemos restabelecer a normalidade nas entregas de produtos aos nossos parceiros do retalho ao longo das próximas semanas.

Quais os produtos ou soluções que as empresas mais estão a adquirir?

Os nossos clientes apreciam produtos de alta qualidade com ligações Wi-Fi. Por isso, registámos um enorme crescimento no sell-out em comparação com os nossos números médios habituais. Os produtos mais procurados foram os nossos novos equipamentos para redes powerline Magic 1 WiFi e Magic 2 WiFi, os quais receberam, desde o seu lançamento, mais de uma centena de prémios e galardões atribuídos por revistas e sites especializados em análises e comparações por toda a Europa.

Na assistência e apoio técnico as solicitações cresceram? Tiveram de fazer algum tipo de ação especial para dar suporte aos pedidos nesta fase?

Não notámos um aumento de pedidos de suporte técnico significativo, muito embora estejamos prontos a ajudar todos os clientes finais que tenham problemas na instalação da sua rede local. Por outro lado, temos uma excelente relação com os nossos distribuidores, na nossa qualidade de marca líder no setor das redes domésticas.

Como foram os primeiros dias?

O processo de confinamento foi a decisão certa na direção correta, dado que ninguém sabia quais os efeitos na saúde do vírus e quais os impactos na economia das ações políticas. Agora tornou-se mais claro o impacto do vírus e, por isso, será possível começar a abrir a sociedade e a economia novamente, passo-a-passo e de forma cuidadosa.

Penso que as pessoas estão agora mais despertas para esta realidade e serão mais cuidadosas em espaços públicos. Esta tomada de consciência será o que nos fará mais fortes ao sairmos deste primeiro confinamento. Em termos de futuro, significa que aprendemos algo e que estamos agora mais bem preparados para compreender, analisar e reagir melhor do que nunca em eventuais situações futuras semelhantes a esta.

Como olha para o mercado quando tudo isto voltar ao “normal” ou não volta mais a ser normal?

Claro que irá levar ainda algum tempo – algumas semanas ou meses. E o confinamento alterou a nossa forma de pensar. Por exemplo: achamos que, no futuro, haverá uma ainda maior procura de equipamentos de redes domésticas como o nosso devolo Magic, porque as pessoas querem estar preparadas para serviços como teletrabalho, ensino à distância e videoconferência. 

Utilizadores finais e empresas sabem agora que uma rede doméstica forte é a espinha dorsal de todos estes novos e futuros serviços, como o Zoom, o Microsoft Teams e outras ferramentas online, de forma a trabalhar de forma mais eficiente e manter-se em contacto com colegas e familiares onde quer que eles se encontrem.




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