Confiar na tecnologia como sendo um benefício para a humanidade

Ao longo da história da humanidade, desde as máquinas de tecer da revolução industrial até ao smartphone, a mecanização veio levantar questões sobre o facto de a tecnologia tornar as pessoas supérfluas ou alterar a sociedade de forma inquietante.

Frank Shen, Vice President of PACD, Western Europe, Huawei Technologies.

Hoje, os maiores medos, que vão desde a perda do emprego até ao fim da civilização, concentram-se nos robôs, na digitalização e na inteligência artificial. Mais recentemente, houve quem tentasse fazer a ligação do 5G à propagação do coronavírus. As pessoas tendem a projetar o mais elevado grau dos seus medos nas coisas de que dependem, mas sobre as quais não têm qualquer controlo ou não compreendem na sua plenitude.

Os medos tendem a ser um reflexo do ciclo de notícias. As campanhas de motivação política influenciam a opinião pública em demasia. Não é de surpreender que em vez de as principais empresas de tecnologia serem vistas como recursos e serviços que podem capacitar empresas locais, são vistas como monstros aterradores que invadem países estrangeiros, destruindo as indústrias tradicionais. Esse tipo de populismo antitecnológico não tem apenas uma índole intelectualmente preguiçosa, mas também perigosa, pois obriga a aumentar os custos, ameaça postos de trabalho e compromete a competitividade de indústrias inteiras. Em vez disso, a nossa atitude em relação à tecnologia, como a aplicamos e a governamos, deve basear-se em factos, e não em emoções.

Os cenários distópicos do passado que mostravam um futuro sombrio, no qual a tecnologia existe no domínio público somente como ferramenta da elite para controlar a sociedade e aumentar as suas riquezas, afinal, não se tornaram uma realidade. Então, por que centramos tanto a nossa atenção em desafios transitórios, mesmo quando todos os sinais apontam para um desenvolvimento positivo? Porque o cérebro humano tem tendência para se fixar no mal. Em Psicologia, esta preferência inerente ao mal é referida como Efeito de Negatividade. Antigamente, em situações de perigo, este efeito negativo era, com certeza, um útil mecanismo de sobrevivência. Mas, nos tempos modernos, os benefícios desta intuição são menos óbvios e os seus inconvenientes estão a ficar mais patentes. Ora, o efeito de negatividade é continuamente explorado por alguns jornalistas, políticos e ativistas, e conduz a uma série interminável de ameaças sensacionalistas que alarmam desnecessariamente as pessoas e produzem políticas que beneficiam apenas alguns, prejudicando todos os outros.

Não é à toa que se fala muito nos Bons Velhos Tempos. Mas será verdade que eram assim tão bons? À superfície, poderemos pensar que sim – em especial, se falarmos do período em que esses termos eram mais aplicados, ou seja, os anos entre os finais de meados do século XIX e os inícios de 1900. No entanto, este período da história desvaneceu-se numa espécie de atordoamento benevolente. Os bons velhos tempos eram bons para uns poucos privilegiados. Para o agricultor, o trabalhador, a pessoa comum, a vida sempre foi persistentemente difícil. Este segmento da população foi explorado ou viveu na sombra devido a total negligência, com pouca ou nenhuma esperança de melhorar a sua posição na vida. Mas foi com a tecnologia que grandes parcelas da sociedade saíram da pobreza ao aumentar o acesso ao ensino superior, à saúde pública e ao diminuir o fosso entre os que têm e os que não têm.

Só depois de reconhecermos a nossa tendência para a negatividade é que o cérebro racional poderá superar o poder do mal quando este é prejudicial, para aplicá-lo quando é benéfico. Ao longo da história da humanidade, os benefícios da tecnologia compensaram o mal. Mesmo com as tecnologias mais prejudiciais e perigosas, com base numa regulação do senso comum, criamos políticas e mecanismos de cooperação para as gerir. Por fim, devemos e podemos fazer uso da tecnologia para ajudar a garantir um ambiente melhor e trazer maiores benefícios à sociedade como um todo.

A Huawei é motivada pelas ações dos legisladores europeus, que sempre mostraram este tipo de abordagem do senso comum ao lidar com as novas tecnologias. Concordamos com a recente decisão da Comissão da UE de que um mercado de fornecedores diversificado e uma concorrência justa são essenciais para a fiabilidade e inovação da rede, bem como é importante garantir que os consumidores têm acesso à melhor tecnologia possível. A Huawei fornece tecnologia de ponta a operadoras de telecomunicações na Europa há mais de duas décadas. Com base neste forte registo, continuaremos a apoiar os nossos clientes à medida que investem nas suas redes 5G, estimulando o crescimento económico e ajudando a Europa a manter-se competitiva a nível mundial. A tecnologia digital está a dar nova forma às nossas vidas. Em breve, entraremos num mundo inteligente com novas oportunidades quase ilimitadas. Quando começamos a explorar a ordem e as regras deste novo espaço, todavia, uma grande nuvem de desconfiança política e incerteza paira sobre nós. A tecnologia não é inerentemente boa nem má. Caber-nos-á sempre a nós fomentar a tecnologia em benefício da humanidade. Nós, na Huawei, temos uma visão positiva da tecnologia. A Huawei acredita na criação de maior valor para os nossos clientes e para a sociedade, e tem como objetivo levar o digital a todas as pessoas, lares e organizações em prol de um mundo inteligente e totalmente conectado.

Por Frank Shen, Vice President of PACD, Western Europe, Huawei Technologies.

Biografia:
Frank SHEN foi nomeado Vice-presidente da PACD, Europa Ocidental, Huawei Technologies, em dezembro de 2019. O Sr. Shen tem uma ampla experiência de quase 10 anos e um conhecimento especializado notável no domínio da gestão de empresas, marcas e marketing de TIC.
O Sr. Shen integrou a empresa em 2010 como gestor de projetos durante 5 anos e, nos últimos 5 anos, trabalhou na área de Branding & Marketing, o que lhe permite partilhar uma sólida compreensão e profundas visões sobre a transformação digital e a indústria de telecomunicações. O Sr. Shen formou-se na Universidade de Tongji, na China, em 2014, depois de obter o Master of Business Administration.




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