Capgemini cresce +2,3% durante 1º trimestre de 2020

Segundo a empresas o crescimento no 1º trimestre de 2020 está em linha com o previsto, apesar da pandemia do Covid-19.

Capgemini fechou o primeiro trimestre de 2020 com um volume de negócios consolidado de 3.547 milhões de euros, espelhando um crescimento de mais 2,3% a taxas de câmbio constantes, e por comparação com o mesmo período de 2019.

Em comunicado a imprensa, Paul Hermelin, Chairman e Chief Executive Officer do Aiman Ezzat, que será o próximo Chief Executive Officer do Grupo, declararam: «No contexto tão particular como o que estamos a viver, a prioridade do Grupo é a saúde e a segurança dos seus colaboradores, bem como a continuidade dos serviços que a Capgemini presta a todos os seus clientes em todo o mundo. Em primeiro lugar, agradecemos a todos os colaboradores do Grupo pela forte capacidade de mobilização que demonstraram desde a primeira hora. Graças ao seu empenho e à rápida implementação do nosso plano de continuidade, foi possível termos cerca de 95% dos nossos colaboradores a trabalharem remotamente a partir das suas casas e conseguimos disponibilizar imediatamente os nossos serviços adaptados não só aos seus desafios de curto prazo, mas também ao ambiente futuro dos nossos clientes. Isto refletiu-se obviamente na qualidade dos resultados que alcançámos no primeiro trimestre deste ano, nomeadamente no crescimento contínuo que registámos. 

O primeiro trimestre ficou também marcado pela conclusão do processo de aquisição da Altran. Esta é uma página importante na nossa história e abre grandes perspetivas para o futuro. Estamos convencidos de que a inovação, impulsionada pelo IoT e pelo 5G, continuará a ser um motor do aumento da procura. 

Em função do novo ambiente em que estamos a viver, o Grupo prevê que o 2º trimestre venha a ser bastante desafiante e que o movimento de recuperação gradual irá acontecer apenas nos 3.º e 4.º trimestres do ano. O Grupo conta com a grande resiliência do seu modelo de negócios para fazer fase a este período e está convicto que a procura dos serviços de TI e de cloud se irá manter forte, uma vez que as tecnologias inovadoras se tornam ainda mais relevantes no contexto atual. No entanto, e dado o nível de incerteza geral que se vive em todo o mundo, nomeadamente no que diz respeito ao ritmo a que se irá dar a retoma das economias após o desconfinamento, o Grupo não tem neste momento condições para avançar com mais previsões para o ano de 2020. 

Gostaríamos de aproveitar esta ocasião para manifestar o enorme orgulho que temos nas nossas equipas, que em todo o mundo estão a trabalhar em muitas iniciativas solidárias com grande criatividade e generosidade.» 

Uma imagem com captura de ecrã, brincar

Descrição gerada automaticamente

As receitas do primeiro trimestre aumentaram 3,1% face ao ano anterior, situando-se nos 3.547 milhões de euros. O crescimento a taxas de câmbio constantes* foi de 2,3%, com os impactos cambiais principalmente relacionados com a valorização do dólar norte-americano face ao euro. O crescimento orgânico* (ou seja, excluindo o impacto das flutuações cambiais e das variações de perímetro) foi de 2,0%. As receitas geradas pelas atividades das áreas do digital e da cloud continuaram a crescer rapidamente (cerca de 20% a taxas de câmbio constantes), tendo passado a representar mais de 50% do volume de negócios do Grupo.

Evolução da atividade por regiões

Tal como previsto a evolução da atividade por regiões esteve amplamente em linha com as tendências observadas no quarto trimestre de 2019.

Na região da América do Norte, que corresponde a 32% do volume de negócios do Grupo, as receitas registaram uma ligeira redução de 0.6% a taxas de câmbio constantes, e por comparação com o primeiro trimestre de 2019. Os setores de Manufacturing e de Energia & Utilities assinalaram uma contração, enquanto o setor dos Serviços Financeiros cresceu ligeiramente. 

A região do Reino Unido & Irlanda, responsável por 12% das receitas do Grupo, reportou uma contração inferior à registada no trimestre anterior, 2,6% a taxas de câmbio constantes. O setor dos Serviços Financeiros foi o principal responsável por esta tendência, enquanto o sector de Manufacturing se mostrou particularmente dinâmico.

Já a França, responsável por 21% das receitas do Grupo, manteve a sua trajetória de crescimento, com um aumento de 3.3% do volume de negócios. Este crescimento foi sobretudo impulsionado pelo Setor Público e Serviços.

Por seu turno, a região do Resto da Europa, responsável por gerar 28% do volume de negócios do Grupo, reportou mais um trimestre de forte crescimento, tendo registado um aumento do volume de negócios de 5.1% a taxas de câmbio constantes. Os setores que registaram maior atividade foram os de Manufacturing e o de Bens de Consumo & Retalho.

Finalmente, a região da Ásia-Pacífico e da América Latina, responsável por 7% do volume de negócios do Grupo, manteve a taxa de crescimento de duplo dígito. O volume de negócios cresceu 11.2% a taxas de câmbio constantes, impulsionado pelos setores dos Serviços Financeiros, Bens de Consumo & Retalho, e Energia & Utilities.

Evolução da atividade por áreas de negócio 

As receitas geradas pelos Consulting Services de Strategy & Transformation (7% do total das receitas do Grupo), agrupados na Capgemini Invent, registaram um crescimento sustentado das receitas de 9,6%, a taxas de câmbio constantes, e por comparação com o mesmo período do ano transato. Sem ter realizado aquisições significativas durante este período, o crescimento alcançado reflete principalmente uma forte procura de serviços para apoiar a transformação digital dos clientes do Grupo Capgemini. O ritmo de crescimento foi mais forte nos dois primeiros meses do ano.

Por seu turno, as receitas da área de Application Services (71% do volume de negócios do Grupo), reportaram um crescimento do volume total das receitas de 2.1%, a taxas de câmbio constantes.

Finalmente, a área de Operations & Engineering Services (22% do volume de negócios do Grupo) reportou um aumento de 3.5% do volume total das receitas a taxas de câmbio constantes. Este crescimento foi sobretudo impulsionado pelos Cloud Infrastructure Services. 

Colaboradores

A 31 de março de 2020, o número de trabalhadores do Grupo totalizava os 219.100, espelhando um crescimento de 2.9% face ao ano anterior. Na mesma data, o Grupo registou um crescimento de 2.4% no número de colaboradores a trabalharem nos seus centros de offshore (57% do número total de empregados). 

Bookings

O volume das vendas no 1º Trimestre de 2020 totalizou  €3.403 Milhões, um aumento de 0.8% a taxas de câmbio constantes e após o forte crescimento registado durante o ano de 2019 (+11%).

A aquisição da ALTRAN

Tal como foi anunciado em 2 de abril de 2020, a Capgemini implementou um procedimento de squeeze-out das restantes ações da Altran dispersas em bolsa, após a conclusão bem-sucedida da sua oferta amigável em 30 de março de 2020. Na sequência deste procedimento, a Capgemini passou a deter todo o capital social e os direitos de voto da Altran Technologies. Consequentemente, as ações da Altran deixaram de estar listadas em bolsa após o fecho do mercado no dia 15 de abril de 2020. O Grupo Altran está totalmente integrado no âmbito da consolidação realizada pela Capgemini a 1 de abril de 2020. 

O Grupo terá agora acesso a todas as sinergias identificadas. Estima-se que as sinergias resultantes dos modelos de custos e de negócio se situem entre os 70 e os 100 milhões de euros antes de impostos no ano inteiro, e que estejam totalmente realizadas dentro de 3 anos. Ao mesmo tempo, é expectável que as sinergias comerciais, alimentadas pelos conhecimentos complementares e pelo desenvolvimento de ofertas sectoriais inovadoras, venham a gerar um volume de negócios anual adicional que se deverá situar entre os 200 e os 350 milhões de euros. 

De acordo com a estratégia de financiamento anteriormente anunciada, a Capgemini realizou, em 8 de abril de 2020, uma emissão de obrigações multi-tranche no valor de 3,5 mil milhões de euros, principalmente para refinanciar o empréstimo intercalar em vigor. Esta oferta de obrigações foi um grande sucesso e a sua subscrição foi manifestamente excessiva – 4,5 vezes. A operação ampliou ainda mais o nível médio de maturidade da dívida do Grupo, que passou de 2,5 anos para mais de 6 anos. Estas obrigações foram classificadas como bbb pela Standard & Poor’s, em linha com a classificação de perspetivas bbb/estável recentemente atribuída à Capgemini. 

Impacto da Pandemia COVID-19 

No atual contexto sem precedentes de pandemia global do coronavírus, a prioridade da Capgemini é a saúde e a segurança dos seus colaboradores, bem como a continuidade dos serviços que presta aos seus clientes. Por conseguinte, o Grupo criou medidas de prevenção e de proteção mesmo antes de terem sido tomadas as decisões de confinamento e está constantemente a acompanhar as decisões e as recomendações das autoridades públicas locais em todo mundo, tendo em vista a sua pronta aplicação. Através de um planeamento adequado e de uma execução atempada, aproveitando o seu investimento interno em tecnologia, a Capgemini foi uma das empresas mais rápidas do setor de TI a implementar massivamente o modo de trabalho remoto, com cerca de 95% dos seus colaboradores a trabalharem a partir de casa, abrangendo todas as suas atividades e equipas em todo o mundo. Além disso, o Grupo implementou rapidamente os planos de contingência de negócio dos seus clientes, que foram preparados com muita antecedência. O Grupo demonstrou assim a sua agilidade, ao disponibilizar de forma célere novos serviços para ajudar os seus clientes a adaptarem as suas operações a este novo ambiente. 

Perspetivas

Sobretudo graças às suas competências e recursos digitais, o Grupo está numa posição privilegiada que lhe permite continuar a prestar todos os serviços solicitados pelos seus clientes. Já organizou as suas operações para o início do desconfinamento em determinados países e pretende aproveitar todas as novas oportunidades que venham a surgir. 

No entanto, uma vez que as incertezas em torno do desenvolvimento da crise de saúde ligada à pandemia COVID-19 continuam a ser significativas, o Grupo não está em condições de se comprometer com uma perspetiva para 2020 nesta fase. Para além da solidez da sua estrutura financeira, o Grupo melhorou substancialmente a resiliência das suas operações desde a crise financeira de 2009. A Capgemini confia no seu nível de resiliência assente em cinco grandes alicerces:

● Gestão ativa dos custos, utilizando todas as alavancas disponíveis; 

● Modelo operacional flexível, que se apoia numa plataforma de serviços ágeis e descentralizados e numa ampla base offshore

● Base de clientes diversificada, tanto por sector como por região, que contribui, em média, para 95% das receitas do ano seguinte; 

● Portfólio de ofertas bem-adaptadas ao contexto atual, que registam uma procura sustentada de serviços digitais e de cloud, bem como ofertas específicas que ajudam os seus clientes a fazerem face à atual crise.

Medidas Solidarias no contexto da crise COVID-19 

Tendo em conta a situação única que estamos a viver e as rigorosas ações de contenção de custos implementadas, a Capgemini tomou também várias decisões destinadas a impulsionar a solidariedade. Em 27 de abril de 2020, o Conselho de Administração decidiu reduzir em 29% o dividendo proposto para aprovação na próxima Assembleia Geral, de 1,90 euros para 1,35 euros por ação. 

Paul Hermelin e Aiman Ezzat decidiram ir além das recomendações da AFEP, tomando duas decisões relativas à sua remuneração. Cada um deles renuncia a 25% do montante total das remunerações que lhes são devidas em 2020 enquanto administradores executivos do Grupo. Além disso, durante o período de implementação das medidas de lay-off em França, o montante das remunerações que não lhes irão ser pagas serão transferidas para o Institut Pasteur para financiar os projetos de investigação sobre Covid-19. Estas medidas foram aprovadas pelo Conselho de Administração da Capgemini. Foram também pedidos esforços significativos a todos os executivos de topo do Grupo no que diz respeito às suas remunerações variáveis.

A Capgemini anunciou a criação de uma “unidade de resposta social” destinada a acelerar e ampliar as inúmeras iniciativas já lançadas pelo Grupo e pelos seus colaboradores. A unidade focar-se-á inicialmente nas necessidades mais urgentes de saúde pública e está também a trabalhar em projetos de longo prazo destinados a desenvolver soluções para fazer face aos impactos económicos e sociais que irão ter lugar no rescaldo da pandemia. 

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