Cisco define pontos-chave para o trabalho remoto em segurança

A empresa disponibiliza aconselhamento e ferramentas gratuitas para a proteção dos dados pessoais e corporativos.

A pandemia do COVID-19 está a alterar a maneira como trabalhamos, e a Cisco Talos (a divisão de ciber-inteligência da Cisco) deixa um alerta: os atacantes estão a aproveitar a situação de teletrabalho para pôr em prática diversas ciberameaças que atraem os utilizadores, como phishing, fraude online e campanhas de desinformação.

Os cibercriminosos alteraram o “tópico” dos seus ataques para se focarem no Coronavírus, mas utilizam diversas famílias de malware já conhecidas, como o Emotet e várias variantes de RAT (Trojan de Acesso Remoto). Aproveitam, também, as possíveis falhas de segurança das ferramentas de colaboração para aceder às aplicações e aos dados dos utilizadores.

No dia 19 de fevereiro, a Talos detetou mais de 500.000 consultas a 8.000 páginas web com conteúdos relacionados com o COVID-19; um mês depois, a 19 de março, estas visitas aumentaram em 2.000% (mais de 11 milhões de visitas a 50.000 domínios). Embora muitos fossem legítimos, 4% destes domínios foi detetado como website malicioso, e consequentemente bloqueado.

Suporte gratuito para empresas e particulares

A proteção dos utilizadores deve ser reforçada neste novo contexto remoto motivado pelo teletrabalho, com quatro soluções essenciais: conexão de rede privada virtual (VPN), mecanismos de verificação de identidade multifator, segurança Cloud e DNS e proteção de qualquer dispositivo/terminal.

Consciente desta necessidade, a Cisco oferece soluções de cibersegurança gratuitas até ao dia 1 de julho de 2020, incluindo licenças para novos utilizadores e utilização alargada (em número de utilizadores) para os clientes já existentes, sem encargos adicionais.

São quatro tecnologias fundamentais que protegem os colaboradores remotos em qualquer momento, lugar e dispositivo: Cisco Umbrella (segurança de domínios), Duo Security (autenticação multifator e “zero-trust”), Cisco AnyConnect Secure Mobility Client (VPN) e agora também o Cisco AMP (segurança dos terminais corporativos e pessoais).

Em menos de um mês, verifica-se que: os utilizadores protegidos por estas soluções aumentaram em 9 milhões; multiplicaram-se por 10 as consultas sobre cibersegurança por parte de novas organizações; duplicou o número de licenças de ferramentas como o Cisco Umbrella.

Da mesma forma, a solução de teletrabalho e colaboração Cisco Webex – que também é disponibilizada de forma gratuita a particulares, empresas, escolas, hospitais, administração pública central e local – incorpora por defeito mecanismos de segurança sólidos, incluindo encriptação de dados, prevenção de ataques “man-in-the-middle” e alojamento em data centers locais.

Mais de 300 milhões de utilizadores mensais à escala global, bem como 95% das empresas da lista Fortune 500, confiam no Cisco Webex para as suas comunicações corporativas. O tráfego da plataforma duplicou durante o mês de março, com mais de 12.000 milhões de minutos em reuniões, em comparação com os 6.000 milhões habituais.

Conselhos sobre privacidade

A Cisco proporciona, ainda, aos utilizadores, guias de melhores práticas para o teletrabalho e conselhos para manter os dados seguros durante as videoconferências, incluindo:

  • Desativar todas as funções que não sejam utilizadas: microfone, câmara, partilha de ecrã ou partilha de arquivos;
  • Cobrir fisicamente a câmara web quando não esteja a ser utilizada;
  • Durante a partilha de ecrã, desativar as notificações relacionadas com trabalho e assegurar-se de que não há problema em partilhar conteúdos presentes no fundo de ecrã ou em outras janelas;
  • Definir palavras-passe e não reutilizar os códigos das reuniões;
  • Solicitar a aprovação do organizador da reunião para o acesso dos convidados às mesmas e às suas gravações.
[A Computerworld está em regime de teletrabalho com a ajuda da tp-link]



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