Malware esconde-se atrás de músicas e artistas nomeados para os Grammy 2020

Com o objetivo de espalhar malware, os hackers estão a utilizar os nomes de artistas e músicas nomeadas dos Grammy 2020 Awards. As tecnologias de proteção da Kaspersky detetaram um aumento de 39% destes ataques (tentativas de download ou de executar ficheiros maliciosos), escondidos atrás dos hits de 2019 dos artistas nomeados, em comparação com o ano de 2018. Ariana Grande, Taylor Swift e Post Malone estiveram entre os artistas favoritos dos hackers, sendo estes os nomes mais utilizados em 2019 para esconder malware.

A música é um apelo universal – não é apenas entretenimento, mas uma forma de terapia e educação, e funciona como um meio para expressar uma visão e transmitir mensagens. As razões estão na sua popularidade e ampla acessibilidade, e, mesmo na era dos serviços de streaming, a música não escapa à atividade maliciosa: os hackers utilizam os nomes de artistas populares para espalhar malware, escondendo-o nos seus temas ou videoclips

Com a realização da cerimónia referente aos maiores prémios de música este ano, e para mostrar a extensão deste problema, os investigadores da Kaspersky fizeram uma análise aos nomes dos artistas e nomes de canções nomeadas para os Grammy 2020 para encontrar malware. Como resultado, a Kaspersky encontrou 30.982 ficheiros maliciosos que utilizaram os nomes dos artistas ou das suas músicas para espalhar malware, sendo que 41.096 utilizadores dos produtos da Kaspersky conseguiram detetar esta ameaça.

ArtistasTítulo da música
Ariana Grande7 Rings
Billie EilishBad Guy
Bon IverHey, ma
H.E.R.Hard Place
KHALIDTalk
Lady GagaAlways Remember Us This Way
Lana Del ReyNorman F*cking Rockwell
Lewis CapaldiSomeone you loved
LIL NAS XOld Town Road
LizzoTruth Hurts
Post MaloneSunflower
SwaeLee
Tanya TuckerBring my flowers now
Taylor SwiftLover


Artistas e músicas nomeadas para os Grammy analisadas por malware

A análise aos artistas nomeados revelou que os nomes de Ariana Grande, Taylor Swift e Post Malone foram os mais utilizados para esconder ficheiros maliciosos, com mais de metade (55%) de ficheiros maliciosos detetados com os seus nomes.

Ficheiros maliciosos únicos que utilizaram os nomes dos nomeados para os Grammy detetados pelos produtos da Kaspersky

O número de tentativas de download ou para executar ficheiros que contêm os nomes destas celebridades também cresceu de forma significativa para quase todos os artistas envolvidos nesta investigação.

Ataques detetados pelos utilizadores de produtos da Kaspersky com ficheiros com os nomes dos nomeados para os Grammy  

A relação entre o aumento da popularidade e atividade maliciosa torna-se muito evidente no caso de novos artistas, como Billie Eilish. A cantora adolescente tornou-se bastante popular em 2019 e o número de utilizadores que fizeram download de ficheiros maliciosos com o seu nome aumentou quase dez vezes, quando comparado com 2018 – de 254 para 2.171 utilizadores. Em relação aos ficheiros maliciosos únicos distribuídos, este número também subiu de 221 para 1.556 ficheiros. Contudo, enquanto a nomeação e reconhecimento para um prémio afetam o interesse dos utilizadores em artistas específicos e, como consequência, o crescimento da atividade maliciosa, este não é necessariamente o caso de artistas “mais antigos” como Lady Gaga, cuja utilização do seu nome também sofreu um crescimento do número de ataques no ano passado. 

Atividade maliciosa relacionada com Billie Eilish

A Kaspersky também analisou quais foram as gravações e músicas nomeadas ainda em 2019 para os Grammys que mais receberam atenção por parte dos hackers. “Sunflower” de Post Malone, “Talk” de Khalid e “Old Town Road” de Lil Nas X, lideraram o pódio das canções com mais ataques de malware.

“Os hackers percebem o que é que é mais popular e estão sempre à procura de uma forma de capitalizá-lo. A música, em paralelo com os programas de TV, são um dos tipos mais populares de entretenimento e, como consequência, tornam-se uma nova forma de divulgar malware que os criminosos rapidamente utilizam. Contudo, como assistimos cada vez mais à subscrição de plataformas de streaming, que não requerem o download de um ficheiro para ouvir música, espera-se que a atividade maliciosa relacionada com este tipo de conteúdos vá diminuir”, comenta Anton Ivanov, analista de segurança da Kaspersky.




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