Organizações Europeias: “trancas a porta” só depois do primeiro ciberataque

De acordo com a última investigação da Kaspersky, mais de metade das organizações europeias (57%) considera que é fácil para os hackers levarem a cabo os seus planos, sem deixar vestígios, e 79% revelam que gostavam de descobrir quem é que está por trás de um ataque.

Considerando o aumento do número e do impacto dos ataques online que afetam as organizações e, de acordo com a investigação da Kaspersky, realizada a seis países europeus, um em cinco (21%) responsáveis de IT afirma que o número de ataques nas suas organizações aumentou nos últimos 12 meses em comparação ao ano anterior – mais da metade dos entrevistados considera que é fácil para os hackers realizarem um ataque sem deixar rasto (57%), com o Reino Unido e a França a registarem valores acima da média: 65% e 64%, respetivamente. 

Agora, mais do que nunca, as empresas enfrentam a difícil tarefa de antecipar as intenções dos hackers e reduzir a superfície de ataque, o que se torna muito desafiante. Desta forma, 20% dos ITDMs admitem que não foram capazes de descobrir como é que o ataque online mais recente foi realizado, indicador que sugere que precisam de reconsiderar a sua estratégia de defesa.

A maioria dos entrevistados (68%) concorda que os hackers raramente são apanhados e julgados perante a justiça. Uma percentagem ainda maior (79%) admite que gostaria de saber quem está por trás de um ataque, caso a sua empresa fosse atacada.

Estar consciente das técnicas, cada vez mais inteligentes, usadas pelos hackers para evitar que sejam detetados não é uma surpresa para a maioria dos responsáveis de IT (71%) das organizações europeias, que consideram que a atribuição de responsabilidade dos ciberataques é uma tarefa complexa e que os hackers só podem ser descobertos pelos melhores investigadores.

Por outro lado, as empresas acreditam no seu fornecedor de soluções de cibersegurança. Os responsáveis de IT afirmaram que, dentro da sua organização, recorrem primeiro ao seu fornecedor de cibersegurança e, só em último caso, à ação judicial (51% contra 36%). A confiança das empresas nos seus fornecedores de cibersegurança também foi confirmada em investigações anteriores, com 86% das empresas a afirmar que confiavam nos seus fornecedores para utilizarem, de forma ética, a recolha e o uso dos seus dados.

O facto de as organizações perceberem a complexidade da investigação de ciberataques e recorrerem ao seu fornecedor de segurança primeiro, depois de um ataque, é mais uma prova de que os passos em direção à transparência e à responsabilidade que a indústria está a fazer estão a ser conduzidos na direção certa. No entanto, uma estrutura global para a confiança e integridade que se aplica a todos ainda está a ser criada no setor de cibersegurança. Acreditamos que todo o potencial da economia moderna da UE só pode ser realizado com cooperação e confiança entre os agentes de cibersegurança e os governos. É apenas em conjunto, que os governos e as empresas podem lidar com as ameaças cibernéticas de forma eficaz e permitir que mais hackers sejam apanhados e levados à justiça”, afirmou Alfonso Ramirez, Diretor Geral da Kaspersky. 

E acrescenta: “Pelo contrário, a falta de confiança e cooperação entre governos e fornecedores privados, vindos de diferentes países, não favorece ninguém para além dos hackers que conhecem e não respeitam fronteiras nas suas ações maliciosas”.




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