Governo francês taxa empresas de serviços digitais

Medida do governo francês, que cobrar uma taxa de 3% sobre vendas realizadas no país, irritou os Estados Unidos.

 

O governo francês aprovou uma taxa sobre os serviços digitais. Esta taxas será aplicada com retroativamante tributo com inicio  em janeiro de 2019, devendo levantar cerca de 450 milhões de dólares este ano.

De acordo com a imprensa internacional, a iniciativa afetará, sobretudo, as gigantes norte-americanas, como Facebook, Google, Apple e Amazon. Em resposta a este decreto, as autoridades dos Estados Unidos demonstraram interesse em iniciar uma investigação sobre a nova legislação.

Com o argumentando que as grandes empresas sediadas fora do país pagam pouco ou nenhum imposto, o governo francês decidiu cobrar taxas de 3% sobre as vendas realizadas no seu território. Desta forma, qualquer multinacional de serviços digitais com receita de mais de 850 milhões de dólares – dos quais pelos menos US$ 28 milhões são gerados na França – estará sujeita à cobrança.

EUA opõem-se

 O governo norte-americano já demonstrou oposição à nova lei do governo francês, alegando que o imposto é injusto. Preocupados com as consequências da medida, os Estados Unidos denunciaram o movimento e decidiram abrir uma investigação. Como resposta, é possível que o inquérito abra caminho para retaliações, como tarifas punitivas, que o presidente Donald Trump já impôs em diversas ocasiões desde que assumiu o cargo.

Diante da nova lei, os grupos empresariais norte-americanos também manifestaram repúdio. Em publicação da Câmara de Comércio dos EUA, os porta-vozes sustentaram que a taxa “vai prejudicar as atividades empresariais e negócios norte-americanos, bem como os respectivos trabalhadores“.

Defendendo o novo imposto, o ministro francês das Finanças, Bruno Le Maire, declarou que a França é “soberana e decide suas próprias regras tributárias”. “Quero dizer aos nossos amigos americanos que isso deveria ser um incentivo para que acelerem ainda mais o nosso trabalho para encontrar um acordo sobre a tributação internacional dos serviços digitais”, acrescentou.




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