Jacto de tinta versus laser: a ecologia na impressão empresarial

Luis Fancaria, CEO da Dualinfor, compara o impacto ecológico, económico e na produtividade de diferentes tecnologias de impressão.

Luis Fancaria, CEO da Dualinfor

Luis Fancaria, CEO da Dualinfor

Falemos de ecologia, economia e produtividade. Existem distintos sistemas de impressão, sendo as mais comuns a tecnologia laser e a de jacto de tinta. Afinal qual delas é a mais eficaz a respeitar os três vectores acima referidos? 

Dentro do conceito jacto de tinta existem duas tecnologias distintas. Uma apenas utiliza um processo mecânico-eléctrico (piezoeléctrico) e a tinta não está sujeita a qualquer tipo de alteração térmica. A segunda, bubble jet, submete a tinta a um processo de aquecimento antes desta ser projectada para o papel. Fazemos portanto neste artigo referência à primeira, a tecnologia piezoeléctrica.

A diferenciação entre a tecnologia laser e a de jacto de tinta revela-se fundamentalmente por a primeira funcionar através de um processo aquecimento e emissão de calor, enquanto a tecnologia de jacto de tinta se baseia num processo de emissão de impulsos eléctricos, logo uma tecnologia fria isenta da emissão de qualquer tipo de aquecimento.

Aquela necessidade de gerar calor produz consequentemente um consumo bastante superior de energia, que atinge em alguns equipamentos empresariais, cerca de 80 a 90% mais do que numa tecnologia fria. Existem equipamentos laser que consomem em modo de impressão cerca de 1.500 Wh, enquanto os sistemas jacto de tinta não chegam a consumir 40 Wh para desempenhar funções semelhantes.

Tendo em conta os consumos energéticos médios dos equipamentos laser, um modelo que imprime até ao formato A3 durante a sua vida útil (cinco anos em média) pode representar um custo em energia eléctrica de até 350 euros. Em alternativa através de um equipamento com funcionalidades equivalentes, de tecnologia jacto de tinta, os consumos podem passar a ser de 129 kWh e somente gera um custo de 28 euros no mesmo período, o que significa uma redução de 92%.

Quando falamos em consumo energético, implicitamente, temos que avaliar as emissões de CO2. Se tivermos em conta o exemplo anterior, verificamos uma redução, com um único equipamento, de 455 kg de emissões de CO2 ( 494 kg no laser, contra 39 Kg no jacto de tinta).

Quando falamos em consumo energético, implicitamente, temos que avaliar as emissões de CO2. Se tivermos em conta o exemplo anterior, verificamos uma redução, com um único equipamento, de 455 kg de emissões de CO2 ( 494 kg no laser, contra 39 Kg no jacto de tinta).

Paralelamente a produção de resíduos é incrivelmente menor no caso da tecnologia de jacto de tinta (BIJ – Business InkJet). Hoje em dia existem no mercado equipamentos de jacto de tinta da gama profissional, que possuem consumíveis de longa duração, que imprimem 85 mil ou mesmo 100 mil páginas, quando os consumíveis dos equipamentos laser têm uma capacidade para imprimir em média 25 mil a 35 mil páginas.

A redução de resíduos não se verifica somente ao nível da quantidade de tinteiros/toners usados, mas também devido ao facto de esta não usar tantos componentes com vida útil limitada (falamos de fusores, fotocondutores, correias de transferência, etc.).

Quanto às funcionalidades e desempenho dos equipamentos de jacto de tinta BIJ, estão perfeitamente ao nível dos equipamentos de tecnologia laser. A evolução que se verificou nestes últimos anos nos equipamentos de jacto de tinta (BIJ), é proveniente das tecnologias utilizadas nos equipamentos industriais de impressão, exactamente com a mesma tecnologia, o que desencadeou uma significativa melhora, desempenho e fiabilidade.

Outra das características favoráveis aos equipamentos BIJ é a velocidade de impressão, que já atinge até 100 ppm e elevada velocidade de saída das primeiras páginas de cada trabalho. Atendendo a que os equipamentos BIJ, não necessitam de aquecimento de nenhum dos seus componentes, a impressão inicia-se imediatamente assim que o trabalho é recebido no sistema.




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