A Tecnologia como estratégia de negócio

Com a transformação digital as empresas têm de ter velocidade, capacidade de integração e algo que as diferencie, em particular na experiência do consumidor. A opinião de Frederico Faria de Oliveira, sócio gerente da Blue Screen.

Investir estrategicamente em novas tecnologias continuará a ser, nos próximos tempos, o centro das atenções. Na “Era do cliente”, as organizações estão sob pressão para mudar a experiência digital, não apenas para os seus clientes, mas também para os seus funcionários ou outras entidades com as quais interagem.

Tanto para o negócio como para os líderes de TI, é empolgante trabalhar com tecnologia de ponta: Internet of Things (IoT), mobile, agentes/bots inteligentes, realidade virtual, realidade aumentada, inteligência empresarial. Mas faz parte do trabalho dos líderes de TI conhecer o seu mercado (negócio, clientes e concorrentes) para fornecer a tecnologia certa para a organização – nem sempre a mais recente –, com o objetivo de introduzir inovação que permita gerar valor. A proximidade entre negócio e tecnologia torna-se fundamental para garantir um perfeito alinhamento e que permita a uma organização vingar e liderar no seu mercado.

Estrategicamente, as empresas, através da tecnologia, devem procurar dotar-se de operações robustas a um custo inferior, entregando sistemas atempadamente e com melhorias contínuas, por forma a simplificar o negócio pelo uso inteligente da inovação tecnológica. Quando uma organização entende que vinga no mercado por via das experiências digitais dos clientes, das suas operações digitais e da máxima eficiência dos seus sistemas, pode considerar que está totalmente assente em tecnologia.

Os negócios que mais têm prosperado com recurso à tecnologia na última década são tipicamente os negócios B2C. Efetivamente, a tecnologia tem vindo a mudar muito a forma como lidamos com o lazer, mas tem ainda um longo caminho para mudar também a forma como trabalhamos. Com o público digital de hoje a aumentar, o papel da tecnologia na estratégia das empresas deve acompanhar o seu crescimento. Para se manterem competitivas, as empresas precisarão de alavancar as plataformas sociais e móveis emergentes, para se conectarem com os clientes e assim garantir que as suas estratégias de marca, serviços ou produtos estão alinhadas com as preferências dos consumidores.

Para competir num mercado cada vez mais rápido e digital, as empresas têm de se apetrechar para se tornarem diferenciadoras. Em primeiro lugar pela “velocidade”: velocidade para aprender, para construir, para implantar e para mudar. Em segundo lugar, pela facilidade e rapidez com que podem integrar com qualquer outro tipo de sistema. Além disso, as empresas devem também marcar a diferença, oferecendo experiências de utilizador envolventes e dotando-se da capacidade de ampliação para derrubar barreiras e eliminar limites, sem nunca esquecer a segurança, que é um tópico amplo e em constante evolução, bem como a escalabilidade, para que se possam adaptar ao crescimento, evitando implementações disruptivas. Finalmente, acompanhando todo o processo evolutivo, com a instrumentação e monitorização, para lidar proativamente com quaisquer questões que requeiram adaptação.

Mas, algumas empresas ficarão para trás. Desde logo, todas as empresas que, historicamente, funcionaram em ambientes em que a mudança era lenta e as ameaças eram limitadas e que não conseguem acompanhar o ritmo dos mercados e os clientes. Em segundo lugar, aquelas empresas cujo processo de decisão está muito distante daqueles que estão na linha da frente e cujos líderes responsáveis pela criação de políticas e processos não possuem o conhecimento prático. Por último, as organizações tradicionais da era industrial, com foco na eficiência, redução e gestão de custos, estabilidade e confiança, qualidades que continuam a ser importantes, mas que não mantém, por si só, as organizações competitivas num ambiente digital.

Como tal, daqui por cinco anos deveremos assistir a um mercado de novas organizações e negócios transformados, digitais, que adotam estratégias organizacionais para impulsionar a velocidade, agilidade e inovação. Um mundo novo que se avizinha!

Frederico Faria de Oliveira, sócio gerente da Blue Screen




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