CyberS3c promove formação de “ethical hacking” (act.)

Sérgio Silva, Jorge Farinha e David Russo são os formadores deste “workshop” dirigido ao público em geral.

Sérgio Silva, ethical hacker (arquivo)

A CyberS3c está a organizar uma nova formação em ethical hacking em Lisboa. A sessão, que se segue a outros workshops realizados em Lisboa e Porto, tem a duração de um dia, e acontece já este sábado.

Sérgio Silva (CISO, líder de “red team” e ethical hacker); Jorge Farinha (investigador de infosec, líder de “blue team” e também ethical hacker), e David Russo (pentester, white hacker e infosec), são os formadores deste “workshop”, que não exige pré-requisitos para participar.

Essencialmente prática, a formação incluirá um laboratório onde serão feitos testes em tempo real.

Antes de entrar em acção, os formandos terão uma breve apresentação teórica em que irão tomar contacto com “a definição de hacking, as várias motivações, os tipos de ameaças” e ainda um breve “enquadramento nacional” onde será apresentada a evolução do crime informático de acordo com o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI). Sérgio Silva, um dos formadores, acrescenta ainda que nesta altura será “dado destaque à lei do cibercrime e como se devem tratar as vulnerabilidades em articulação com o Centro Nacional de CiberSegurança (CNCS).

Angariação de informação, detecção de vulnerabilidades e ataque e técnicas de defesa são alguns dos temas abordados nesta iniciativa.

Além disso, os “participantes vão executar ataques em ambiente de laboratório, e poderão usar ferramentas que, até há bem pouco tempo, só algumas agências governamentais tinham ao seu dispor”, explicou o formador. “Vão ainda ser demonstradas técnicas para, por exemplo, criar um site de phishing para interceptar contas de qualquer plataforma nacional ou internacional”.

Os três hackers irão abordar ainda temas relacionados com definições e legislação, engenharia social, reconhecimento de alvos, sniffing de redes, ataques MITM e a redes Wi-Fi e ainda phishing.

Os formadores pretendem “ajudar a esclarecer o maior número de dúvidas dos formandos”, que poderão continuar a colocar as suas questões num “fórum de esclarecimento” durante seis meses.

Devido às características, predominantemente prática da formação, as inscrições são reduzidas e limitadas. Será emitido um certificado de frequência da formação, explica a CyberS3c no seu site.

O curso é classificado como “Fundamental”, pelo que não tem pré-requisitos para a frequência. E um tema “transversal a todas as pessoas e a maneira como fazemos as demonstrações tem cativado os participantes”, assinala Sérgio Silva que assinala que a comunidade activa resultante das formações CuberS3c “tem mais de 200 pessoas”, a discutir, diariamente, temas de cibersegurança. Noutras sessões, estiveram por exemplo presentes agentes de forças de segurança e advogados. Neste sábado, o espaço será partilhado por pessoas com perfis tão distintos como um pasteleiro e um doutorando em segurança informática. “Em todas as formações reservamos uma vaga gratuita para um desempregado”, explicou o hacker.

Notícia actualizada com informação adicional, no quarto, sexto e último parágrafos.




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