Lino Santos assume liderança do CNCS a partir de Julho

Após a saída de Pedro Veiga, Lino Santos foi nomeado para o cargo de coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança.

Lino Santos vai ser o próximo coordenador do CNCS

Lino Santos vai ser o novo coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) a partir do próximo mês de Julho, anunciou o gabinete da ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, Maria Manuel Leitão Marques.

O novo coordenador ocupa o lugar deixado vago após o pedido de demissão de Pedro Veiga que liderou o CNCS desde a sua fundação em 2014 e que saiu em discordância com o rumo do organismo e que disse mais tarde, em entrevista ao jornal Público, que o Governo tem “falta de coragem” por manter a cibersegurança sob tutela militar

O CNCS foi criado em Outubro de 2014, tendo como missão contribuir para que Portugal use o ciberespaço de uma forma livre e segura, em estreita cooperação e colaboração com as entidades públicas e privadas em matéria de segurança do ciberespaço.

Lino Santos detém os graus de mestre em Direito e Segurança, pela Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, e é licenciado em Engenharia de Sistemas e Informática pela Universidade do Minho. 

O novo coordenador do CNCS era, até agora, coordenador da área de Computação Avançada e Segurança da unidade FCCN da Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

Da sua experiência consta a coordenação de operações no Centro Nacional de Cibersegurança. Enquanto director do departamento de Segurança e Serviços à Comunidade, na Fundação para a Computação Científica Nacional, criou e chefiou o serviço de resposta a incidentes de segurança informática, CERT.PT. Exerceu ainda funções de Oficial de ligação nacional à Agência Europeia para a Segurança das Redes e da Informação (ENISA), explica o CNCS em comunicado.

Da sua atividade na área da cibersegurança, destaca-se ainda a sua acção dinamizadora na criação da Rede Nacional de CSIRT (equipas de resposta a incidentes de cibersegurança), que concretiza uma rede de equipas de resposta a incidentes de segurança informática, assim como, a sua participação em 2012 na Comissão Instaladora do CNCS, que teve como missão definir as medidas e os instrumentos necessários à sua criação, instalação e operacionalização.




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