DG da Shneider aponta os grandes desafios das TIC em 2018

João Rodrigues, director-geral da Schneider Portugal, aponta os maiores desafios de 2018 do sector das TIC.

João Rodrigues, director-geral da Schneider Portugal

João Rodrigues, director-geral da Schneider Electric Portugal, antecipa que 2018 poderá ser o ano da consolidação do conceito de computação de proximidade (Edge Computing). Mas não é a única grande tendência identificada. 

Em entrevista ao Computerworld, João Rodrigues apontou para o aumento exponencial do volume de dados produzidos, para a transformação digital e para a, inevitável, segurança. 

O director-geral da empresa refere que “o aumento do número de utilizadores e dispositivos está na origem do aumento do volume de dados”. Para o responsável “este cenário é uma consequência da Internet of Things (IoT) e da Inteligência Artificial (IA), de forma cada vez mais premente, na nossa vida”.

Desta tendência surgem outras necessidades como a segurança, armazenamento e processamento: são “as palavras de ordem a que qualquer infra-estrutura tecnológica tem de dar resposta. Face à enorme quantidade de dados produzidos, as empresas enfrentam a necessidade de armazenar em segurança todos os dados produzidos, assim como dotar as suas infraestruturas de rapidez e capacidade suficiente para o processamento dos conteúdos produzidos”.

Directamente relacionado está o Regulamento Geral de Protecção de Dados que será obrigatório cumprir a partir da próxima semana. “O RGPD irá afectar todas as organizações que lidam com informação pessoal de cidadãos da UE, incluindo as que estão sediadas fora deste território”. O responsável recorda que este é um tema que todo o sector empresarial enfrenta. “A preparação para esta medida deverá passar pela implementação de uma estratégia de protecção de dados sólida e um processo que deve incluir a cifragem da informação.

Sobre a transformação digital, João Rodrigues considera que continua a ser uma grande tendência suportada por uma projecção da Inteligência Artificial (AI) e um crescimento da automação e aprendizagem automática. É no seio desta segunda tendência que o responsável destaca a “projeção da Inteligência Artificial”,  a “automação” e a aprendizagem automática”.

Finalmente, por último e não menos importante, a segurança continua a ser um ponto forte para 2018. “É um processo contínuo que engloba pessoas, processos e tecnologia. Uma rede segura é a grande base para ajudar as organizações a enfrentar aquela que é umas das maiores transições tecnológicas de sempre”.

O responsável conclui que, “Atendendo a estas tendências”, a empresa “acredita que é essencial construir soluções preparadas para o desenvolvimento tecnológico. Ao emergir num ecossistema inovador e complexo como o que vivemos actualmente, procuramos solidificar a oferta de serviços que reforçam o nosso contributo em todas as áreas de negócio num ciclo de vida completo e que inclui sempre diferentes vertentes, desde pessoas, processos e tecnologia, o que nos permite estar melhor preparados para os novos desafios que possam surgir”.




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