Altice inaugura centro para 200 postos de trabalho e formação

A unidade de apoio telefónico está localizado Parque de Ciência e Tecnologia da Covilhã.

Alexandre Fonseca, presidente executivo da Altice Portugal

A Altice inaugurou oficialmente nesta terça-feira um centro de apoio telefónico com capacidade para 200 postos de trabalho e formação. A unidade funcionará o no Parkurbis, o Parque de Ciência e Tecnologia da Covilhã.

É o 13º centro de atendimento que o operador abre em Portugal em Portugal em parceria com a Randstad. Segundo um comunicado os novos postos de trabalho juntam-se a mais de 1500 criados nos últimos 2 anos e meio. O presidente da câmara municipal da Covilhã, Vítor Pereira, aplaude o investimento da Altice no interior e destaca ainda o que considera ser uma
nota distintiva: “Provou que o trabalho não pode nem deve ter idade. O colaborador
menos jovem que aqui temos a trabalhar tem a idade de 58 anos”.

O presidente executivo da Altice Portugal garante que “a Altice (…) compromete-se com um segmento de população que de outra forma dificilmente encontraria trabalho: os depois dos 50”. Na visão de Alexandre Fonseca operador firma também um compromisso com o interior do país através da criação e promoção do emprego em zonas como a Covilhã, da criação de valor, com a infra-estruturação do país como um todo.

A maioria das pessoas que trabalham nos centros de atendimento da Altice, são mulheres e 78% são provenientes de situações de desemprego, diz uma nota de imprensa. Perto de 30% são licenciados.

Altice vai recorrer de decisão da Comissão

A Comissão Europeia decidiu aplicar uma coima de 124,5 milhões de euros à Altice, por violação de regras da União Europeia. O organismo considerar que a multinacional passou a controlar a PT Portugal antes de obter autorização para a aquisição do operador português.

A Altice anunciou que vai recorrer judicialmente da decisão, pedindo a anulação desta ou redução da coima. A Comissão Europeia aplicou uma coima de 124.5 milhões de EUR à Altice, a empresa multinacional de rede por cabo e telecomunicações sediada nos Países Baixos, por realizar a aquisição da operadora portuguesa de telecomunicações PT Portugal antes da notificação ou autorização pela Comissão.

“As empresas que atuam prematuramente e realizam concentrações antes da sua notificação ou autorização prejudicam o sistema de controlo das concentrações. Este é o sistema que protege os consumidores europeus de eventuais concentrações que resultem em aumentos de preços ou na limitação da oferta. A coima aplicada pela Comissão à Altice reflete a gravidade da infração e pretende dissuadir outras empresas de violarem as regras da UE em matéria de controlo das concentrações”, explica Margrethe Vestager, Comissária responsável pela Política da Concorrência, num comunicado da comissão declarou:

As regras da UE em matéria de concentrações exigem que as empresas objecto de concentração notifiquem os projetos de concentração de dimensão europeia para exame pela Comissão («obrigação de notificação») e que não procedam à sua realização até serem autorizadas pela Comissão («obrigação de suspensão»), recorda a nota da Comissão. Em Fevereiro de 2015, relembra, a Altice notificou à Comissão a sua intenção de adquirir a PT Portugal.

“A operação foi aprovada condicionalmente pela Comissão em 20 de abril de 2015, sob reserva de alienação das empresas detidas pela Altice em Portugal nessa data, a ONI e a Cabovisão” detalha.
Em maio de 2017, a Comissão enviou uma Comunicação de Objeções à Altice expondo os motivos de preocupação pelo facto de a Altice ter realizado a aquisição da PT Portugal antes de obter a autorização da Comissão e, em certos casos, antes mesmo da notificação da concentração, diz o comunicado.




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