Bold quer contratar 100 colaboradores ao ano

Em 2017, a empresa portuguesa chegou aos 570 empregados. Até 2020 quer atingir os 800 postos de trabalho.

Bruno Mota,director executivo, e Hugo Fonseca, director de operações da  Bold International

Há nove anos, eram dois. Bruno Mota e Tiago Gouveia, engenheiros. Hoje são 570, distribuídos por vários pontos do país e no exterior. Em 2020, a administração do Grupo Bold espera que a empresa atinja os 800 postos de trabalho. A empresa entrevista diariamente dezenas de candidatos aos lugares.

No ano passado, a Bold contratou cerca de 70 pessoas e prosseguiu a estratégia de diversificação por que se tem vindo a pautar, especialmente nos últimos dois anos e meio, em que deixou de se centrar exclusivamente nos serviços tendo evoluído para a inovação em produtos.

Também o negócio no exterior tem vindo a crescer e a empresa espera que a tendência se mantenha. Com 80 pessoas a integrar a equipa internacional, cerca de 10% dos resultados globais da empresa são provenientes do exterior. Até 2020, a equipa internacional vai continuar a crescer e Bruno Mota, director-executivo da empresa, espera que seja responsável por cerca de 40% do “turnover” do grupo.

Em 2017, a empresa cresceu 22% para 22 milhões de euros e antecipa um crescimento equivalente durante o corrente ano.

Os resultados globais são outro dos destaques do ponto de situação que a empresa apresentou em conferência de imprensa. Em 2017, a empresa cresceu 22% para 22 milhões de euros e antecipa um crescimento equivalente durante o corrente ano.

A Bold International está focada na tecnologia, apoiada pelos diferentes centros de competência e pela unidade de outsourcing. A estratégia de crescimento da empresa, que se tem pautado pela diversificação das áreas de negócio, vai continuar a assentar nessa diversificação, no incremento das receitas geradas a partir de produtos e soluções.

Bruno Mota apontou, durante a conferência de imprensa, alguns dos principais momentos da Bold em 2017. Em Setembro adquiriu a Outfit, ao longo do ano investiu no desenvolvimento de produtos como o 9Mind7 ou o Studio e soluções inovadoras, para os clientes, assentes em tecnologias inovadoras como a Internet das Coisas ou a realidade virtual.

Em 2017, a empresa abriu novos escritórios no Porto e em Lisboa e dentro de pouco tempo irão ter um novo escritório na Invicta. 

Em 2017, a empresa abriu novos escritórios no Porto e em Lisboa e dentro de pouco tempo irão ter um novo escritório na Invicta. Bruno Mota revelou ainda que a Bold tem como objectivo abrir um novo escritório na Europa Central. Nem a data de inauguração nem a localização para esta nova unidade estão definidos, mas está a ser equacionada a abertura desse escritório “num dos países mais ricos da Europa”, onde se incluem os países BeNeLux ou Reino Unido.

Entretanto, a empresa delineou os seus objectivos até 2020. Além de ter como meta chegar aos 800 colaboradores e incrementar o peso do negócio internacional no volume global da empresa, a Bold quer diversificar o negócio enquanto procura conquistar certificações de qualidade e excelência.

O grupo tem actualmente cerca de 150 clientes activos, número que pretende aumentar quer em Portugal quer no exterior. A maioria dos clientes internacionais é de países europeus, mas também dos EUA e do Canadá.

Diversificação de centros de competência

A Bold tem vindo, ao longo dos anos, a adquirir empresas “de excelência” nas respectivas áreas de conhecimento ou a procurar no mercado aqueles que considera “os melhores”, independentemente de integrarem uma empresa, como assinalaram os executivos da Bold esta quinta-feira em conferência de imprensa. Bruno Mota assegura que a empresa está “focada nas pessoas e nos clientes – que também são pessoas – havendo um forte investimento nesta cultura.

Foi o caso, há cinco anos da aquisição da Carbon, uma startup que se dedica ao desenvolvimento de soluções mobile e que se tornou no primeiro centro de competências da Bold, explicou Hugo Fonseca, director de operações.

A esta seguiu-se a Diamond, um centro de competências focado no marketing digital que permitiu “combinar um lado criativo com o negócio tecnológico”, explicou o COO. A contratação de pessoas no mercado permitiu criar a Collide, vocacionada para a realidade virtual, incluindo jogos e narrativas interactivas. A Internet das Coisas é outra das apostas da empresa que com a Techsensys aspira “medir tudo o que se consegue medir” em áreas tão distintas como a agricultura, a indústria e até estádios de futebol.

O centro de competências Outfit resultou da aquisição, em 2017, de uma startup que tinha sede nos EUA. Uma equipa de 40 pessoas trabalha em processos relacionados com a tecnologia da também portuguesa Outsystems. A empresa comprou também uma empresa, com sede em Aveiro e certificada em qualidade, vocacionada para as infra-estruturas e serviços cloud.

A Bold international foi fundada em 2009 e tem vindo a crescer anualmente a um ritmo de dois dígitos tem actualmente instalações em Aveiro, Lisboa e Porto e São Paulo, no Brasil.

A única empresa 100% portuguesa no ranking do Financial Times

Além da informação partilhada na conferência de imprensa a Bold acrescentou em comunicado que reentrou no ranking do Financial Times (FT1000) para a posição 752 por ser considerada uma das empresas com crescimento mais rápido da Europa. A empresa cresceu 206% entre 2013 e 2016, tendo criado 136 postos de trabalho nesse espaço de tempo.




Deixe um comentário

O seu email não será publicado