Microsoft anuncia investimento de 5 mil milhões em IoT

Fabricante revela que a soma será investida durante os próximos quatro anos, mas não avança detalhes.

O anúncio pela Microsoft de que pretende fazer novos investimentos em IoT, no valor de cinco mil milhões de dólares é uma demonstração do seu compromisso com esse segmento. Mas não está claro como vai empregar soma.

Num comunicado, a Microsoft diz que o investimento será realizado nos próximos quatro anos e cita um estudo da A.T. Kearney. Este prevê que a IoT trará um aumento de produtividade de dois biliões de dólares para a economia mundial. E estima que a redução de custos será na ordem dos 177 mil milhões até o final da década.

Há muitas potenciais formas de utilização da IoT na empresas, e a Microsoft listou vários clientes como exemplos, incluindo a Johnson Controls, a Kohler e o Alaska Department of Transportation. O vice-presidente de pesquisa sobre o mercado de inteligência artificial e IoT na Gartner, Mark Hung, classifica os potenciais casos de uso internos e externos.

As implantações internas de IoT podem ter como objectivo optimizar a forma como uma empresa usa os seus recursos. Ou uma maneira de melhorar a segurança da informação e dos seus funcionários.

As externas são mais propensas a serem novas formas de envolvimento com o consumidor – digamos, serviços baseados em localização ou publicidade – ou melhorias no atendimento ao cliente. Mas a Microsoft não clarifica sobre o investimento mesmo nesta perspectiva.  Merritt Maxim, analista da Forrester Research, suspeita que os novos investimentos tendam a incidir na área de produtos e até mesmo de infra-estrutura.

Um exemplo será dar à plataforma de cloud, Azure, uma abrangência mundial disponibilizando-a em mais regiões. “O histórico da Azure IoT Suite tem sido muito bom, e por isso vejo o investimento anunciado como uma tentativa de manter essa evolução e posição no mercado”, refere Maxim.

Além disso, observou, também é possível que alguns dos fundos possam ser direccionados para fusões e aquisições. Especialmente se as preocupações com a velocidade de apresentar oferta ao mercado se tornarem uma questão mais urgente e prioritária face à via de desenvolvimento interno.




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