Gastos mundiais com segurança de IoT devem subir 28%

A Gartner estima que o valor da despesa mundial atinja mais de 1,5 mil milhões de dólares, durante 2018.

O mercado de equipamentos para segurança de redes de IoT deverá crescer perto de 28%, em valor, conforme o segmento se torna cada vez mais omnipresente, de acordo com a Gartner. Um estudo da consultora lista a segurança como a principal barreira para o sucesso de projectos com as referidas infra-estruturas, de acordo com uma pesquisa sobre a adopção da IoT realizada pela empresa.

Grande parte do problema, segundo o relatório, é que as empresas muitas vezes não têm controlo total sobre dispositivos e software usados ​​em cada nível de um projecto de IoT. Isso significa que as organizações vão precisar de obter um grau muito maior de visibilidade sobre as suas redes, de acordo com o director de pesquisa da Gartner, Ruggero Contu.

“Esperamos ver maior procura de ferramentas e serviços destinados a melhorar a identificação e a gestão de activos, a avaliação de segurança de software e hardware e para suportar testes de penetração”, declara num comunicado. “Além disso, as organizações deverão procurar aumentar o seu entendimento sobre as implicações da externalização de serviços de conectividade das redes.”

De acordo com o estudo, 946 milhões da despesa total de 1,5 mil milhões, prevista para segurança de IoT, serão gastos em serviços profissionais, em vez de ofertas de segurança de terminais ou gateways de segurança. O primeiro valor subirá para pouco mais de 1,2 mil milhões em 2019, parte de um total previsto de 1,931.

A conformidade regulatória pode não ser o principal factor de gastos com segurança da IoT este ano. Mas a partir de 2019, uma proporção crescente da despesa será impulsionada por esforços de protecção de infra-estrutura e as normas de privacidade.

Mas a coordenação necessária para a segurança por via de uma arquitectura comum ou uma estratégia consistente está ausente, na maioria dos projectos, considera Ruggero Contu (Gartner).

Um dos elementos de influência é o Regulamento Europeu Geral de Protecção de Dados. O mais relevante para a IoT é a exigência de haver “privacidade desde a concepção” dos equipamentos ou projectos.

Obriga as organizações a “implementarem medidas técnicas e organizacionais apropriadas (…) de forma efectiva (…) para corresponder a requisitos do regulamento e proteger os direitos dos sujeitos dos dados”.

Apesar do crescimento previsto, a Gartner prevê que, até 2020, o maior inibidor do crescimento para a segurança de IoT será a falta de implementação e prioridade dada às melhores práticas e ferramentas de segurança no planeamento de projectos de IoT. E isso prejudicará em 80% o gasto potencial com a segurança da IoT.

“Embora a segurança de IoT seja consistentemente referida como uma preocupação principal, a maioria das implementações de segurança de IoT foi planeada, implantada e está a ser gerida na unidade de negócios, em cooperação com alguns departamentos de TI para garantir que as partes de TI afectadas pelos dispositivos sejam suficientemente abrangidas”, explica Contu. Mas a coordenação necessária por via de uma arquitectura comum ou uma estratégia de segurança consistente está ausente, considera.

Ao mesmo tempo a selecção de produtos e serviços continua a ser feita em processos fora do controlo pré-definido, ”com base em alianças do fornecedor de dispositivos com parceiros ou no sistema principal que os dispositivos estão a melhorar ou substituir”.

 




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