Claranet Portugal quer chegar aos 600 colaboradores em 2018

A empresa inaugurou um centro de operações de segurança, um dos serviços prestados pela tecnológica a partir do pólo tecnológico em Carnaxide.

O novo centro de operações de segurança (SOC) da Claranet foi inaugurado oficialmente esta segunda-feira. O SOC é uma das valências do pólo tecnológico da empresa, que nasceu da remodelação de antigas instalações da Iten, em Carnaxide.

A partir do SOC, em Carnaxide, a Claranet presta serviços de monitorização de segurança integrados e diferenciados aos seus clientes para já no território nacional, estando a ser equacionada a prestação de serviços a clientes noutros países em que o grupo tenha operações, a partir de Portugal, disse António Miguel Ferreira, CEO da Claranet Portugal durante a apresentação do serviço. O SOC emprega, actualmente, 16 colaboradores

A Claranet adquiriu o integrador de tecnologias de informação, Iten, há cerca de  um ano, por um montante não divulgado, e cujo investimento foi descrito pela empresa como “a maior operação de fusão e aquisição realizada em Portugal, na área das Tecnologias de Informação, em 2017”, lê-se em comunicado. E o investimento não se ficou pela aquisição. Para acolher o SOC, e outros serviços, o pólo tecnológico foi remodelado num investimento que ascende a um milhão de euros. Deste valor, 600 mil euros tiveram como destino o SOC, o terceiro da empresa a nível global.

A Claranet opera há 13 anos em Portugal (22 anos a nível internacional), tendo, ao longo do tempo crescido organicamente e por aquisição. Nos últimos anos, a casa-mãe adquiriu mais de duas dezenas de empresas, incluindo seis em Portugal.

A Claranet “tem interesse em investir em Portugal, estando a procurar oportunidades de investimento”, António Miguel Ferreira. 

Estas aquisições têm contribuído para a expansão internacional da organização britânica que “tem interesse em investir em Portugal, estando a procurar oportunidades de investimento”, disse António Miguel Ferreira durante a apresentação do SOC. As compras da Claranet vão continuar e o CEO nacional não descarta a hipótese de compra de mais empresas em Portugal, embora ainda não existam negócios concretos em vista.

Em Portugal, a empresa tem vindo a crescer acentuadamente nos últimos três anos. Em 2016 facturou 11 milhões de euros, subiu para 22 milhões em 2017 e, no ano fiscal corrente, que termina em Junho, deverá apresentar um volume de negócios de 96 milhões de euros, disse António Miguel Ferreira, durante a conferência.

Também o número de colaboradores tem crescido a um ritmo elevado. De 145 pessoas, em 2016, a empresa passou para 510 em 2017 e deverá chegar ao final do ano fiscal com 550 colaboradores. Em suma, a empresa espera contratar 70 pessoas até ao final de 2018. À Data, a Claranet Portugal conta com 530 colaboradores, no final do ano fiscal deverá ter 550 e no final do ano civil o número de colaboradores deverá ascender a 600.

O projecto de remodelação das instalações permite à empresa consolidar as equipas de operações das várias unidades de negócio no mesmo local, incluindo “hosting”, redes, tecnologia, “workplace”, aplicações de negócio, cloud pública e cibersegurança, além do agora inaugurado centro de operações de segurança. Também o centro de formação viu a sua capacidade reforçada. É aí que irá começar, em Abril, o primeiro curso da “Claranet University“, onde ser irão formar em tecnologias de informação 60 profissionais por ano, contribuindo para contrabalançar a escassez de recursos humanos especializados em TI no mercado. Metade dos formandos têm lugar assegurado na Claranet, assinala a António Miguel Ferreira.

É igualmente neste pólo tecnológico que funciona o centro de excelência cloud a partir do qual a empresa quer reforçar o seu posicionamento na área estratégica de prestação de serviços de cloud nos mercados nacional e na América latina.  O centro de excelência foca-se nas principais plataformas cloud disponíveis (Azure, AWS e Google). 

SOC disponibiliza serviço “completo e diferenciador”

A Claranet explica que o SOC presta serviços de monitorização de segurança integrados e diferenciados e dá resposta a àquela que se tornou recentemente uma “das principais prioridades dos CIO das empresas, nacionais e internacionais”: a cibersegurança.

No SOC da Claranet, a monitorização é contínua (24X7), tendo a capacidade de fazer a detecção de“possíveis intrusões, dispositivos infectados com malware, detecção de cópias do website da organização, credenciais expostas, menções na “deep” e “dark web”, entre outros cibe-riscos. Os eventos considerados um risco para cada cliente são endereçados imediatamente por uma equipa de resposta a incidentes, que actua localmente ou internacionalmente em conjunto com equipas de abuse e computer emergency response teams (CERT)”, explica Pedro Barbosa, director de cibersegurança da Claranet, em comunicado.

A Claranet quer tornar-se, “em três anos, num dos principais fornecedores de soluções de cibersegurança na Europa, tal como já o somos nas áreas de managed hosting e coud pública”, diz António Miguel Ferreira.

O SOC Claranet distingue-se de SOC tradicionais porque “além de monitorizar plataformas internas (firewalls, directórios, routers, etc), permite a agregação na sua plataforma Security Information Event Management (SIEM) dos riscos externos, através da monitorização de milhares de fontes na web, redes sociais e dark & deep web”

Segundo António Miguel Ferreira, a Claranet quer tornar-se, “em três anos, num dos principais fornecedores de soluções de cibersegurança na Europa, tal como já o somos nas áreas de managed hosting e coud pública”.

A oferta de cibersegurança tem sido um dos focos de investimento da Claranet desde 2017. Globalmente já investiu mais de 15 milhões de euros, sobretudo em Inglaterra, França e também Portugal. António Miguel Ferreira disse ao Computerworld que, deste montante, cerca de um milhão de euros foi investido em Portugal. O investimento tem passado pela aquisição de empresas, mas também pelo investimento orgânico.




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