Papersoft no MWC 2018 com África em mente

A empresa que prevê contratar nove pessoas em 2018 e quer reforçar a aposta no mercados africanos.

Daniel Alves, CEO da Papersoft

A Papersoft está no Mobile World Congress 2018 a apresentar apresentação de soluções para mercados financeiros emergentes, com especial destaque para o africano. Nesta edição do certame a empresa, focada no desenvolvimento de soluções de captura inteligente de conteúdos, aposta numa aplicação bancária de mobilidade.

A app serve processos de registo e validação de identidade, conhecimento sobre o cliente e gestão de agentes. É apresentada como promotora de inclusão financeira, e para o mercado africano estima que até 2020 mais de 725 milhões de pessoas venham a ter acesso a serviços móveis financeiros.

Um dos objectivos da Papersoft com a presença no MWC 2108 é atrair novos clientes, parceiros e revendedores na área dos serviços financeiros, seguros e telecomunicações. Actualmente, cerca de 95% do volume de negócios da empresa já tem origem além-fronteiras.

A Papersoft conta actualmente com 60 colaboradores, estando prevista até final do ano a contratação de mais 15%. As soluções da empresa são desenvolvidas na sede em Portugal, mas também existem equipas especializadas nos escritórios de Moçambique, Reino Unido, Roménia e República Democrática do Congo.

A plataforma de mobilidade já é usada neste último país e no mercado moçambicano. Serve mais de 27 mil agentes e 16 milhões de clientes registados no último ano, diz um comunicado da empresa.

“Temos uma área interna focada em analisar quais os países em que devemos apostar e com que tecnologia, quais as novas tendências e padrões de comportamento ou de mercado, para ajustarmos continuamente a nossa oferta às reais necessidades do mercado”, revela Daniel Alves (Papersoft).

A Papersoft considera que a principal vantagem da plataforma de aplicação móvel é simplificar processos de abertura de conta e registo de clientes, ao reduzir a dependência face aos formulários em papel e recolha de consentimento por escrito (assinatura). Além do registo de cartões de SIM, é possível ainda efectuar operações como abertura de conta, transferência de dinheiro ou micro-créditos, diz a empresa.

”Pretendemos garantir que as empresas de telecomunicações, banca ou seguros, consigam efetuar a recolha dos dados e identidade dos seus clientes em minutos, de acordo com a legislação local, permitindo que aumentem fortemente o número de vendas, clientes e dados sobre o seu negócio”, assume Daniel Alves, CEO da Papersoft.

De acordo com o fabricante, a aposta na plataforma de app financeira já produziu resultados concretos na República Democrática do Congo. Aí o Procredit, do grupo Equity Bank, conseguiu um aumento superior a 30% no número de contas bancárias abertas em modelo de “agency banking” angariando mais de 150 mil dólares em depósitos nos últimos seis meses.

A estratégia de negócio da Papersoft já assenta sobretudo em mercados internacionais, nomeadamente africanos. “O nosso objetivo é continuarmos a entrar em novos países africanos  e a fortalecer a nossa presença nos mercados em que já atuamos. Temos uma área interna focada em analisar quais os países em que devemos apostar e com que tecnologia, quais as novas tendências
e padrões de comportamento ou de mercado, para ajustarmos continuamente a
nossa oferta às reais necessidades do mercado”, revela o CEO.




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