Google recomenda 21 smartphones para empresas

Os das Samsung não são referidos, aparentemente por obedecerem a muitas normas que a empresa criadora do Android revelou esta semana.

Pela primeira vez, a Google estabeleceu uma base normalizada para o que deve constituir um smartphone Android pronto a ser usado pelas empresas. “Algumas das principais preocupações que ouvimos dos clientes incluem a necessidade de haver actualizações de segurança frequentes, experiências de fiabilidade com o software ​ consistentes e a possibilidade de selecção simplificada de dispositivos”, escreve David Still, director da Google para a Android Enterprise, num blogue.

Para atender a essas necessidades, a Google lançou esta semana o programa Android Enterprise Recommended. É uma iniciativa global que procura elevar o nível do que deve ser um dispositivo e serviço para o sector empresarial.

Embora todos os dispositivos móveis tenham riscos de segurança inerentes, prolifera no sector a ideia de que aqueles com sistema operativo Android têm mais vulnerabilidades. Essa característica é atribuída devido à natureza de open source do sistema. Mas muitas das falhas são menos fáceis de explorar e menos nocivas do que muitos fazem crer.

O ritmo lento a que fabricantes e operadores actualizam os dispositivos também é criticável, ao potenciar significativa “fragmentação” do sistema operativo a funcionar no mundo real. Além disso, existe falta de verificação sobre as aplicações que vão surgindo.

A lista inclui a própria linha de smartphones Pixel da Google, assim como modelos de marca BlackBerry (KEYone and Motion); Huawei ( Mate 10 e P10); LG (G6 e V30); o Nokia 8; e vários smartphones Sony Xperia.

Os smartphones “Android Enterprise Recommended” da Google devem atender a um conjunto mínimo de normas que a empresa considera necessárias para o uso seguro e eficiente no sector empresarial.

A Google elaborou, nessa linha, uma lista de 21 smartphones “recomendados” que caracteriza como “oficialmente” prontos para empresas. A lista inclui a própria linha de telefones Pixel da Google, assim como modelos de marca BlackBerry (KEYone and Motion); Huawei ( Mate 10 e P10); LG (G6 e V30); o Nokia 8; e vários smartphones Sony Xperia.

A ausência mais notória é a da Samsung, o maior fabricante de dispositivos baseados em Android. A empresa sul-coreana não respondeu aos pedidos de comentário sobre a exclusão, feitos pelas equipas da IDG, nem a Google o fez.

A explicação pode ser simples, segundo a IDC. “A Samsung é uma marca importante nos mercados empresariais e B2B, eo fabricante já segue muitas medidas descritas no progama Enterprise Recommended da Google há algum tempo”, observa Phil Hochmuth, diretor de programa da equipa de pesquisa da IDC em mobilidade na empresas.

“O esforço da Google tem a ver mais com a expansão do ecossistema Android global, com níveis de garantia de segurança e suporte, do que a competição com a Samsung”. Ao escolher os smartphones recomendados a lista, as empresas terão “recursos para utilizadores, de implantação e de gestão capazes de facilitar a implementação, aumento de escala e suporte do Android”, afirma a Google.

E isso “reduzirá os custos de suporte” e o tempo gasto na implantação e manutenção de dispositivos, defende.

A Google também criou uma lista de fornecedores de software de gestão de mobilidade empresarial (EMM, sigla em inglês), com quem mantém parcerias. E recomenda uma gestão centralizada feita a partir de um única consola para de smartphones empresariais, incluindo aqueles aceites no âmbito de uma política de BYOD.

Especificações para Android 7.0 são as mínimas

A Google publicou ainda um conjunto de especificações mínimas para dispositivos, serviços de operadores e recursos de gestão de mobilidade. Especifica ainda os smartphones actualizados com patches de segurança regulares, no prazo de 90 dias após a sua disponibilidade, e que são capazes de garantir “pelo menos uma actualização principal adicional do sistema operativo”.

Os dispositivos e seus fabricantes, segundo a Google devem:

‒ atender às especificações mínimas de hardware e de interface de utilizador para dispositivos Android 7.0+;
‒ garantir uma experiência de aplicação consistente em perfis e dispositivos;
‒ dar a possibilidade de as empresas comprarem dispositivos Android desbloqueados através de um distribuidor de terceiros ou directamente do fabricante;
‒ garantir a implantação de software em grande escala através de códigos QR ou sem intervenção física nos Android 8.0+;


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