OutSytems avança com projecto de centro para IA

A unidade estará inicialmente focada no desenvolvimento de “assistentes”, “analistas” virtuais e outros sistemas que recorrem a inteligência artifical para a produção mais eficiente de software.

Nuno Antunes, vice-presidente para engenharia da OutSystems

A OutSystems lança esta manhã o Projecto Turing, o qual deverá materializar-se no desenvolvimento de um centro de excelência, em Lisboa, focado em inteligência artificial (IA). O objectivo geral da unidade será a aplicação dessa tecnologia, como a aprendizagem automática, à produção de software.

Para isso a empresa quer alocar 20% dos seus recursos totais de investigação e desenvolvimento ao centro. E através prevê estabelecer parcerias com peritos, empresas e universidades “para aliar pesquisa e inovação ao campo da IA/ML”, refere um comunicado.

Na última conferência de utilizadores da sua plataforma “low-code” de desenvolvimento de software, o fabricante português anunciou a disponibilidade de conectores de integração, em código-aberto, para projectos com sistemas de inteligência artificial e IoT. Foram preparados para três plataformas de IA: Watson da IBM, Microsoft Azure Cognitive Services e Amazon Web Services Machine Learning e IoT.

Mas a Outystems procura ir mais além. O Turing avança com três linhas iniciais de evolução. Desenvolver novos assistentes de IA é uma delas.

Os potenciais auxiliares de programador deverão acelerar o desenvolvimento de aplicações, fornecendo modelos de melhores práticas, componentes e “widgets” durante a concepção das aplicações, diz a empresa.

A empresa quer  aproveitar grandes conjuntos de dados de sobre utilização de sistemas, reportes de erros, o retorno de utilizadores de aplicações, taxas de adopção e indicadores de negócio, para dar maior capacidade à sua plataforma de produção de software.

Outra linha coloca como meta a concepção de “analistas” [de software], que recorrendo a IA estarão focados em diminuir os custos de manutenção das aplicações. “Ao analisarem a estrutura de aplicações complexas antes da sua implementação, estes analistas conseguirão prever determinadas questões e monitorizar padrões de uso em tempo real, recomendando melhorias”, explica a o fabricante.

A empresa quer ainda produzir sistemas capazes de, com base em IA, gerar “de forma automática”, recomendações para a introdução de novos recursos e funcionalidades em aplicações para novas aplicações. A ideia passa por aproveitar grandes conjuntos de dados de sobre utilização de sistemas, reportes de erros, o retorno de utilizadores de aplicações, taxas de adopção e indicadores de negócio.

Nesta última linha a empresa mostra querer aproveitar e experiência acumuladas durante mais de uma década a no software “low-code”. “Temos uma das maiores bases de dados do mundo de aplicações de produção”, observa Nuno Antunes, vice-presidente de engenharia da OutSystems.

No fundo a empresa considera-se em posição privilegiada para aproveitar a inteligência artificial, em particular a aprendizagem automática, aplicada a grande volumes de dados sobre o desenvolvimento de software.

“Temos agora o potencial necessário para transformar o ciclo de vida de todo o software”

“Graças à inteligência artificial, temos agora o potencial necessário para transformar o ciclo de vida de todo o software, em que assistentes com base em IA auxiliam todas as etapas de produção desde a concepção de novas aplicações (a arquitectura certa e experiências do consumidor) à análise do valor de negócio e o respectivo impacto na organização”, remata Paulo Rosado, CEO da empresa.

A visão alinha-se com as projecções de várias consultoras, entre as quais a Forrester.

“A combinação de tecnologias de IA como aprendizagem automática, hierquizada e  o processamento de linguagem natural, conjugadas com as regras de negócio, terá impacto em todas as etapas do ciclo de vida do desenvolvimento de software, ajudando os programadores a desenvolverem-no mais rapidamente”, diz o estudo “How AI Will Change Software Development and Applications”, da consultora.

E segundo a Gartner, “a aprendizagem automática permite às empresas implementarem modelos que seriam impossíveis de desenvolver recorrendo apenas à análise humana, dado o tempo que demora esta análise”.




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