Windows 7 vai receber protecção contra ameaças avançadas

A Microsoft conta, até ao Verão, passar a disponibilizar o serviço Windows Defender Advanced Threat Protection para sistemas com Windows 7 e 8.1.

Numa decisão surpreendente, a Microsoft anunciou este semana que pretende alargar o serviço Windows Defender Advanced Threat Protection, a dispositivos com sistemas operativos Windows 7 e 8.1. A decisão constitui uma reviravolta na estratégia do fabricante, que limitou o serviço a máquinas com Windows 10.

Num blogue da empresa, um dos seus directores alegou o facto de os clientes manterem ambientes muito heterogéneos para explicar a mudança. “Sabemos que, enquanto estiverem em transição, alguns [clientes] podem ter uma mistura de dispositivos com Windows 10 e Windows 7”, escreveu Rob Lefferts, da equipa de segurança empresarial.

O programa de suporte para o Windows 7 termina em Janeiro de 2020. O Windows Defender Advanced Threat Protection (ATP) é um serviço que detecta ataques em curso nas redes corporativas.

Mas prossegue a sua acção com a investigação sobre o ataque e fornece recomendações. O software de suporte integrado no Windows 10 detecta os ataques. Enquanto uma consola de gestão central permite que os gestores de TI monitorizem o estado dos dispositivos abrangidos e reajam se necessário.

Uma versão prévia do software Endpoint Detection & Response (EDR), do ATP estará disponível durante a Primavera.

A oferta da Microsoft compete com serviços similares de fornecedores de segurança como a First, Check Point, FireEye e Fortinet. Foi estreada em Março de 2016 entre um grupo restrito de clientes empresariais.

E teve disponibilidade geral em Agosto desse ano quando a Microsoft lançou a versão 1607, do Windows 10, a “Actualização de Aniversário”. Lefferts avançou disse que o software Endpoint Detection & Response (EDR), do ATP, será adicionado ao Windows 7 e ao Windows 8.1 para que os PC com os referido sistemas operativos possam ser monitorizados com o serviço.

Os departamentos de TI ganharão a mesma visibilidade mantida sobre as máquinas com Windows 10. Uma versão prévia estará disponível durante a Primavera.

Meltdown e Specter podem ter fundamentado decisão  

A decisão ganha particular importância porque a Microsoft sempre usou a ATP para convencer as empresas a migrarem para o Windows 10 e justificar subscrições mais caras. John Pescatore, o director para a observação de tendências de segurança emergentes, no SANS Institute, considera que haverá duas razões prováveis ​para a mudança de estratégia.

A primeira nasce das vulnerabilidades “Meltdown” e “Specter”, detectadas em processadores e reveladas em Janeiro.

“Afectam todos os sistemas operativos e algumas pessoas com aqueles mais antigos não estão a corrigi-los”, nota Pescatore. Há instâncias em organizações de cuidados de saúde e indústria fabril em os PC não podem ser actualizados porque o hardware que controlam não tolera uma ou mais correções de “bugs”.

Parelelamente, “o Windows 7 tem uma parcela de mercado bastante grande”, acrescentou Pescatore.

Juntos, o Windows 7 e o 8.1 representaram 56% de todos Windows em funcionamento no mês passado, de acordo com a Net Applications. Mas além disso “a quota do Windows está diminuindo gradualmente entre os sistemas operativos de desktop”, observa Pescatore.

Proteger a reputação dos seus sistemas é a outra das possíveis razões para a decisão do fabricante.




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