Oracle procura facilitar migração para cloud pública

A tecnológica tem dois novos programas de pagamento de serviços.

Hugo Abreu, director-geral da Oracle Portugal

“Bring your own licence” e “Universal credit” são os dois novos programas de pagamento da Oracle que visam facilitar a passagem dos clientes das soluções em centros de dados proprietários para serviços prestados na cloud pública.

O primeiro permite transferir as licenças que os clientes já pagaram, para outras soluções na cloud pública. “Imagine que tenho dez licenças de base de dados e que pretendo descontinuar um determinado ‘workload’ que consome cinco licenças. Agora posso re-utilizar essas cinco licenças na cloud pública”, exemplificou o Hugo Abreu, director-geral da Oracle Portugal.

O valor das licenças é, deste modo, incorporado no serviço prestado. “São activos que o cliente pode continuar a usar, mas agora no datacenter da Oracle na cloud”, explicou o executivo em declarações para o Computerworld.

A outra modalidade são os “Universal Credit” que podem ser comparados a uma avença. O cliente paga, “imagine-se, 100 unidades monetárias que depois poderá utilizar em serviços, sendo o valor abatido à medida que é utilizado”. “Hoje posso estar a consumir espaço de armazenamento ou capacidade computacional, amanhã ferramentas de analítica, ou bases de dados logo a seguir”, exemplificou o responsável.

Ambos os programas são aplicáveis aos serviços da Oracle na cloud pública e podem igualmente ser utilizados na opção de “cloud at customer”.

Oracle perto de ter clientes na modalidade de cloud pública no datacenter do cliente

A solução “cloud at customer” é uma modalidade que permite ao cliente ter toda a oferta de infra-estrutura, plataforma, etc, integrados no centro de dados do cliente, ainda que sejam serviços prestados pela Oracle.

Hugo Abreu recorda que “são soluções que podem ser vantajosas para clientes que tenham de cumprir obrigações regulatórias que não lhes permite ter dados na cloud pública” ou para clientes que precisem de ter determinadas questões “técnicas de latência ou de desempenho” asseguradas que não permitam o acesso à cloud pública.

Deste modo podem ter o mesmo tipo de funcionalidade, mas “em casa”, dentro do seu datacenter. É mais uma opção a acrescentar às modalidades cloud pública e privada. Ou seja, a cloud pública nas instalações do cliente.

Hugo Abreu recorda que esta oferta foi lançada “há relativamente pouco tempo”. Actualmente, “estamos a dar a conhecer a solução aos nossos clientes e a trabalhar essas oportunidades, mas já temos leads promissoras que deverão confirmar-se nos próximos meses”, incluindo em Portugal,

Peso do negócio cloud continua a crescer

O negócio cloud da Oracle continua a crescer. À escala global, o negócio cloud vale cerca de 10% do negócio da empresa e tem vindo a crescer acima dos 40% em cada trimestre.

“A tendência é que tenha cada vez um peso maior na facturação global”, assinala Hugo Abreu, referindo que, embora não se possam revelar dados sobre Portugal “estaremos alinhados com outras subsidiárias e com a corporação”, concluiu responsável máximo da empresa em Portugal.


Tags


Deixe um comentário

O seu email não será publicado