Programa Data Pitch arranca esta sexta-feira

Um conjunto de 18 startups, incluindo a portuguesa Visor AI, e a Next Question em conjunto com a Sonae, participam na iniciativa de aceleração de negócio na área da analítica.

Ricardo Marvão, co-fundador e Chief Education Officer da Beta-i

O programa da União Europeia, Data Pitch arranca esta sexta-feira, com participação da Beta-i e 18 startups de toda a Europa, que recebem 100 mil euros de investimento. O grupo com actividade baseada na analítica de dados engloba empresas de áreas muito diversas como a de previsão de tendências no retalho, infertilidade masculina ou serviços de “concierge” para autoridades locais.

A Next Question, por exemplo, é uma startup com base no Reino Unido, tem fundadores lituanos e vai cooperar com a Sonae. O seu projecto envolve o desenvolvimento um sistema da gestão de inventário auto-suficiente baseado em aprendizagem automática.

Propõe-se usar a tecnologia no grupo português para ajudar na previsão de tendências de retalho e inventário stock, tendo por objectivo proporcionar ganhos de eficácia. Já a startup portuguesa Visor AI está a desenvolver um serviço de “chatbot” para autocarros de turismo para vários destinos no mundo.

A ambição geral posta no projecto é o de criar um ecossistema de inovação para a Europa. “Um espaço onde as grandes empresas possam trabalhar de perto com startups ágeis, de forma a que possam inovar e aprender uns com os outros, recorrendo aos dados como base de partida para resolver os problemas”, refere um comunicado.

Para isso, além do financiamento a fundo perdido e sem tomada de capital), ter acesso a mentoria de especialistas, oportunidades de investimento, bem como acesso a dados gerados por várias grandes empresas, e pelo sector público.

Cinco dos desafios das startups, que terão acesso extraordinário a dados, foram propostos por algumas das mais relevantes empresas da Europa, incluindo o operador ferroviário alemão Deutsche Bahn e a Sonae.

“Nesta era digital, toda e qualquer organização, pública ou privada, grande ou pequena, gera e controla uma quantidade substancial de dados, mas nem todos conseguem usar esses dados de forma efectiva. Desde identificar fissuras em ossos humanos recorrendo a algoritmos inteligentes, até serviços online de concierge para autoridades locais, ou ferramentas preditivas para oficinas e manutenção de automóveis, temos de tudo um pouco. Com o ‘Data Pitch’ vamos recorrer a um modelo já testado de inovação aberta e aplica-lo a uma escala europeia”, explica Elena Simperl, professora da Universidade de Southampton e directora de projecto do Data Pitch.

Cada startup vai dedicar-se a resolver um desafio específico, em sectores que incluem o transporte, turismo, fabricação, saúde e retalho. Cinco destes desafios foram propostos por algumas das mais relevantes empresas da Europa, incluindo o operador ferroviário alemão Deutsche Bahn e a Sonae.

A fase operacional da iniciativa arranca oficialmente esta sexta-feira e será financiada pelo programa Horizonte 2020, da União Europeia. Cada startup ficará no programa por seis meses.

A Beta-i, em parceria com a Comissão Europeia, assegura a coordenação do projecto em conjunto com a Universidade de Southampton, o Open Data Institute e a plataforma francesa de dados Dawex.

Para Ricardo Marvão, co-fundador e Chief Education Officer da Beta-i, a iniciativa “é uma fantástica oportunidade para construir uma plataforma de colaboração entre startups e empresas que cubra toda a Europa”. O responsável convida todas as startups (não participantes) a concorrer para a próxima fase de candidaturas, que decorre no próximo Verão.




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