Comissão Europeia avança com observatório para blockchain

A estrutura deverá promover um ambiente unificado de desenvolvimento de soluções baseada na tecnologia na União Europeia.

Mariya Gabriel, comissária europeia para Economia e Sociedade Digitais

A Comissão Europeia lançou oficialmente, esta quinta-feira, o Observatório e Fórum da União Europeia para a Tecnologia Blockchain. A iniciativa tem o suporte do Parlamento Europeu e visa unificar a acção do orgão comunitário para a promoção do desenvolvimento de soluções alicerçadas na tecnologia.

A Comissão tem vindo a financiar, desde 2013, projectos de blockchain através dos programas de investigação da União Europeia. Até 2020, vai financiar, com até 340 milhões de euros, projectos baseados na mesma tecnologia.

Além da evolução tecnológica, há vantagens de cibersegurança e de agilidade de processos que interessa aproveitar reconhecem vários responsáveis. O vice-presidente responsável pelo mercado único digital, Andrus Ansip,sublinhou que “tecnologias, como a tecnologia de blockchain, podem ajudar a reduzir os custos e, simultaneamente, aumentar a confiança, a rastreabilidade e a segurança”.

Ansip acredita no “enorme potencial social e económico” que a tecnologia poderá oferecer ao tornar as transacções online mais seguras, “ao prevenirem ataques e eliminarem a necessidade de qualquer intermediário”. O membro da Comissão, tem em perspectiva aproveitar “o imenso talento e as excelentes empresas” europeias em fase de arranque para ser líder mundial no “desenvolvimento e de investimento” em blockchain.

A Comissão Europeia deseja reforçar as iniciativas existentes a fim de garantir que as tecnologias possam ser utilizadas além-fronteiras, consolidar competências especializadas e abordar os problemas criados pelos novos paradigmas potenciados pela blockchain 

Mas para Mariya Gabriel, comissária responsável pela Economia e Sociedade Digitais a questão da consolidação de iniciativas tem particular importância. “Para que todos os cidadãos possam beneficiar desta tecnologia, temos de criar o ambiente adequado — um Mercado Único Digital para a tecnologia de blockchain — em vez de uma manta de retalhos de iniciativas”, explica.

A Comissão Europeia deseja reforçar as iniciativas existentes a fim de garantir que as tecnologias possam ser utilizadas além-fronteiras, consolidar competências especializadas e abordar os problemas criados pelos novos paradigmas potenciados pela blockchain (por exemplo, desintermediação, confiança, segurança e rastreabilidade desde a conceção), especifica um comunicado.

Gestão em parceria com a ConsenSys

A nota de imprensa avança ainda que na sequência de um concurso organizado no ano passado, a ConsenSys,, foi escolhida como parceiro para apoiar as atividades do Observatório na Europa.
A empresa trabalhará “em estreita cooperação com os serviços da Comissão na gestão do observatório”.
A Comissão disso pretende que a estrutura beneficie da base de competências especializadas da ConsenSys e das suas ligações com o ecossistema de blockchain à escala mundial. Com a cooperação procura imprimir uma abordagem empresarial nos diálogos com as partes interessadas e os especialistas mundiais da tecnologia.

“Cadeia de blocos” ou blockchain

Blockchain é a denominação mais prosaica de Distributed Ledger Technology (DLT), tecnologia de registo distribuído de informação, com recurso a cifra. A representação portuguesa da Comissão Europeia prefere adoptar uma tradução literal da primeira, usando a expressão “cadeia de blocos”.

Assim, é possível que esta ocorra em documentos do observatório, da Comissão Europeia ou da União Europeia em geral, relativos à tecnologia. Mas o sector das TIC, como é habitual, já adoptou a denominação anglo-saxónica e esta tornou-se a mais corrente.

 




Deixe um comentário

O seu email não será publicado