Tendências de “Business and Application Services” para 2018

Sem o ecossistema adequado as empresas vão cair perante o primeiro obstáculo, considera Ravi Krishnamoorthi, vice-presidente e responsável de serviços aplicacionais e de negócio da Fujitsu na EMEIA.

Ravi Krishnamoorthi, vice-presidente e responsável de serviços aplicacionais e de negócio da Fujitsu na EMEIA

Todos compreendemos o quão poderosa é a tecnologia, desde a omnipresença da Google até aos disruptores digitais Airbnb e Deliveroo. Um estudo recente que efectuámos concluiu que mais de três quartos das empresas (86%) está a fazer planos para o impacto da tecnologia para lá dos próximos 12 meses.

As empresas vão indubitavelmente perceber que o seu ecossistema se alargará à medida que novos conceitos, impulsionados pela tecnologia, sejam aplicados a cada mercado existente no mundo. Fruto disso, os líderes serão obrigados a aceder a um ambiente mais alargado e a inovar a par de organizações com a mesma mentalidade.

As empresas têm agora de optar por uma abordagem corajosa aos desafios que enfrentam, trabalhando com os empreendedores e não contra eles. Ao construírem relações com empresas inerentemente digitais elas irão ajudar a revelar ideias únicas e arrojadas e a dar forma a serviços totalmente novos.

Este método não só irá criar uma cultura de inclusão, como criará toda uma nova mentalidade que se presta ao sucesso.

Empresas vão começar a investir em wearables empresariais mais do
que nunca.

Os wearables digitais, como os smartwatches, os dispositivos para cuidados de saúde e os monitorização de fitness, começaram por aparecer como algo que os consumidores poderiam gostar de ter. Os clientes migraram em bando para as tecnologias para se manterem a par da actividade diária e comunicar.

Ainda assim, a mudança dos gadgets de consumo para as ferramentas de negócio continua a crescer; um estudo da ABI concluiu que os wearables empresariais estão a ter mais procura nas empresas do que no mercado de
consumo geral.

Agora, as empresas estão a pegar no hardware, a integrá-lo com poderoso software de monitorização e gestão e, em última análise, estão a criar processos de negócio totalmente novos. Também estão a comprar de forma diferente – querem um managed service ponta a ponta, e não apenas a tecnologia em bruto.

Já não se trata de dar a alguém uma pulseira de medição dos sinais vitais ou um suporte para prender algo à cabeça, mas de construir um serviço que alerta a empresa para quaisquer problemas, reencaminha mensagens para um ponto central e possibilita uma reacção. Essa reacção pode ser qualquer coisa, desde impedir danos num colaborador que adormeceu num local perigoso até rastrear o bem-estar da força de trabalho para assegurar que ninguém trabalha mais do que a conta.

Os wearables empresariais vão amadurecer em 2018 e os colaboradores das empresas serão quem mais vai lucrar com isso.

Blockchain – as empresas precisam de ver para lá do hype no sector financeiro

Para compreender a blockchain temos primeiro de a resumir de forma bastante básica. Ela é simplesmente uma forma padronizada de compreender a mudança de propriedade.

Infelizmente, ainda há um grande hype em torno dela devido à discussão das moedas digitais. É verdade que o
maior sucesso da blockchain até à data têm sido as moedas virtuais, mas é altamente provável que ela se torne ainda mais bem-sucedida fora dos
serviços financeiros.

Tarefas complexas como a contratação nas práticas jurídicas e o rastreamento da cadeia de abastecimento de um retalhista desde a quinta até ao supermercado podem ser simplificadas através de um “livro-razão” [ou registo] do tipo blockchain. As vantagens de segurança serão vastas e uma aplicação universal poderá fazer com que a tecnologia passe de um estado de moda para um estado de vantagem empresarial tangível.

Como afirmou Bill Gates: “Sobrestimamos sempre as mudanças que vão ocorrer nos próximos dois anos e subestimamos as mudanças que vão ocorrer nos próximos dez.” A blockchain é, muito provavelmente, algo que terá uma evolução lenta, mas o seu impacto potencial em 2018 e no futuro poderá ser enorme.




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