Check Point lança modelo de subscrição de cibersegurança  

O modelo de aquisição agora revelado assenta num contrato anual, baseado no número de utilizadores.

Gil Shwed, CEO e fundador da Check Point

A Check Point anunciou um novo modelo de subscrição para cibersegurança, que permite aos clientes utilizar todas as componentes da arquitectura consolidada Infinity tendo por base uma subscrição anual baseada no número de utilizadores.

A novidade – Total Infinity – foi revelada, esta quarta-feira pelo CEO e fundador da empresa, Gil Shwed, num encontro de utilizadores e clientes (CPX2018 Europa), em Barcelona.

Perante cerca de 3000 pessoas, Gil Shwed explicou que este modelo permite que as empresas usem todas as componentes da arquitectura Check Point Infinity “facilmente” e com “custos reduzidos”. O modelo tem por base uma assinatura simples por utilizador e por ano, dando acesso ao consumo de tecnologias de segurança e serviços associados, incluindo software, hardware.

Por outras palavras, “abrange todo o hardware e software de segurança de rede, protecção para endpoints, clouds e dispositivos móveis e, ainda, prevenção de ameaças de dia zero, juntamente com uma gestão unificada e suporte ‘premium’ 24 horas por dia, sete dias por semana”, explica um comunicado emitido após a apresentação. O modelo de subscrição está disponível quer para clientes actuais quer para novos clientes.

Os ciberataques de quinta geração têm como características: a “grande dimensão” e rapidez na forma como se deslocam através de “redes móveis, da cloud e das redes locais”.

A arquitectura consolidada Check Point Infinity, também divulgada publicamente esta quarta-feira, procura combater, mas também prevenir, uma cada vez mais complexa onda de ciberataques, designados pelo fabricante de soluções de segurança como “cibertaques de quinta geração” (Gen V).

Gil Shwed explicou até que ponto é que “todos os sectores de negócios estão hoje a sofrer ciberataques de quinta geração, caracterizados por serem de grande dimensão e muito rápidos na forma como se deslocam através de redes móveis, da cloud e das redes locais”. Estes ataques ultrapassam “facilmente as defesas convencionais baseadas na detecção estática, usadas ainda hoje pela grande maioria das empresas”.

Shwed recomenda por isso a nova solução Infinity que dá resposta “às múltiplas dimensões dos ciberataques actuais ao combinar “a prevenção de ameaças em tempo real, inteligência partilhada e a segurança mais avançada para redes, sistemas móveis e cloud”.

Integrados nesta nova geração de defesa, a Check Point apresentou ainda três dispositivos de gestão de segurança Smart-1. Os novos dispositivos facilitam o controlo e monitorização da cibersegurança, em toda a empresa, em tempo real, permitindo uma gestão unificada de políticas de segurança, o controlo de acessos avançado e ainda a análise de ameaças, detalha outro comunicado da empresa.

Os novos dispositivos (Smart-1 525, Smart-1 5050 e Smart-1 5150) têm capacidade de gestão de armazenamento de até 48TB e até 100 mil logs por segundo, mais oito vezes que modelos anteriores, refere a empresa. Com estes dispositivos as equipas de TI têm acesso a uma única consola, holística, de gestão de segurança e conseguem correlacionar, armazenar e analizar enormes quantidades de dados, novos e históricos, de redes com milhares de dispositivos, explica a nota de imprensa.

Vem aí a nanosegurança

Depois da quinta geração de ameaças – e respectivas soluções de mitigação – o mundo da cibersegurança irá conhecer a próxima geração da cibersegurança que poderá ser representativa dentro de cinco anos: a nanosegurança.

Para dar resposta à nova vaga de ameaças, Gil Shwed explica que a nanosegurança “poderá ser integrada em qualquer dispositivo, web ou serviço na nuvem, aplicações e rede, para proteger o mundo hiperligado do futuro”.

O CPX 360 na Europa termina hoje em Barcelona. Segue-se a edição em Las Vegas (6 a 8 de Fevereiro) e em Bangkok (27 de Fevereiro a 1 de Março).

Sistemas de uma em cada cinco organizações estão a extrair criptomedas 

No segundo semestre de 2017, a Check Point observou um incremento no malware relacionado com a “mineração” ilegal de criptomoedas, revela o relatório “H2 2017 Global Threat Intelligence Trends report”, divulgado esta quinta-feira. “Os cibercriminosos estão a virar-se cada vez mais para a cripto-mineração para criar fluxos de receitas ilegais, enquanto que o ransomware (software que pede resgates para libertar os dados raptados) e o adware “malvertising” (adwares que propagam malware através de aparentemente inofensivos anúncios de publicidade) continuam a ter um forte impacto nas organizações a nível mundial.

Segundo a empresa de segurança, entre Julho e Dezembro de 2017, uma em cada cinco organizações foi infectada com malware de criptomineração. Estas são ferramentas que permitem “raptar” parte da capacidade de processamento e outros recursos para minerar criptomoedas utilizando para o efeito até 65% do poder de computação dos utilizadores finais.

 




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