eSolidar opta por ICO para atrair novos investidores

O CEO da startup, Marco Barbosa espera que a criação de uma criptomoeda ajude a seduzir mais facilmente “filantropos, investidores de impacto e fundações”.

Marco Barbosa, CEO da eSolidar

A eSolidar concluiu com sucesso a sua segunda campanha de financiamento na Seedrs, angariando 150 mil euros. Mas a startup de recolha de fundos para solidários decidiu avançar com uma Oferta Inicial de Moeda (ICO, sigla em inglês) durante 2018.

“Esta será uma moeda que irá atrair também outro tipo de interessados, como filantropos, investidores de impacto [social e ambiental] e fundações” espera Marco Barbosa, CEO da empresa.
Outro objectivo da iniciativa é conseguir usar a tecnologia blockchain como uma ferramenta de impacto social.

A startup quer aproveitar a sua plataforma e colocar a criptomoeda em utilização para apoiar causas solidárias e potenciar impactos.  “Não é distribuída ‘equity’, mas tokens que poderão ser usados na nossa plataforma ou vendidos numa ‘exchange’ (o que dá o retorno do investimento a curto prazo)”, refere, como vantagem, o responsável.

Nos planos da startup, o valor da moeda aumentará sempre que é usada.“Não podemos partilhar o mecanismo dos tokens antes de publicar o whitepaper. No entanto, a dinâmica de utilização, o processo de transação, os incentivos a ‘reter’ a moeda e as políticas de levantamento são os principais factores para sua valorização”, acrescenta Marco Barbosa.

A startup vai procurar fazer uso de contratos automaticamente executáveis, os “smart contracts”, para garantir que as doações sejam recebidas e usadas correctamente.

A eSolidar diz que pretende utilizar as capacidades de base de dados descentralizada da blockchain para monitorizar melhor as transacções. Ao mesmo tempo quer beneficiar da cifra e segurança inerente nas transferências de fundos.

E vai procurar fazer uso de contratos automaticamente executáveis, os “smart contracts”, para garantir que as doações sejam recebidas e usadas correctamente. “A eSolidar pode tornar-se um ecossistema solidário mais forte através de uma interface fácil de usar, conectando a comunidade solidária, permitindo transparência total e rastreabilidade dos donativos e do seu impacto”, defende Marco Barbosa.

Última ronda de financiamento atraiu mais de 100 investidores
A captação de 150 mil euros na plataforma de “equity crowdfunding”, pela eSolidar, fez-se em troca de 4,6% do seu capital. A empresa ficou avaliada em 3,12 milhões de euros, numa ronda de financiamento que atraiu mais de 100 investidores.

Segundo um comunicado, a campanha que atingiu mais de 35% do objectivo só no primeiro dia, entrou em overfunding e estará activa durante “os próximos dias”. “Ao atingirmos este objetivo, chegando a um vasto número de investidores e potenciais clientes e parceiros, vamos conseguir fortalecer a nossa proposta de valor e estar estrategicamente posicionados para aumentar a escala das vendas”, comenta o CEO.




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