Slack propõe uso de canais privados entre empresas

Com um novo recurso em fase beta, a empresa procura oferecer uma forma de as empresas estarem menos dependentes do email, até para comunicações externas.

A Slack expandiu os recursos de partilha de canais, na sua plataforma, para permitirem conversações privadas, entre trabalhadores de diferentes organizações. A oferta está ainda em fase beta.

A empresa tem vindo a alimentar as suas expectativas sobre o potencial dos canais de conversação em grupo, os quais deverão substituir o email, na sua visão. Até 2025 deverão tornar-se no principal meio de comunicação em ambientes organizacionais, prevê.

E enquanto os canais estão a tornar-se num método popular para a comunicação interna, a Slack quer disponibilizá-los como suporte à interacção entre empresas ou outras partes dos sectores económicos, também. Tendo isso em mente, adicionou capacidades às funcionalidades de partilha de canal, já em experimentação desde Setembro passado, para permitir conversas privadas entre trabalhadores de organizações separadas.

Segundo a empresa, um terço dos seus clientes já se inscreveu para usar o recurso em fase beta. Os canais partilhados diferem das contas de convidado, essencialmente ao criarem um ambiente digital, para funcionários de duas empresas independentes interagirem regularmente.

O recurso foi inicialmente disponibilizado para clientes da Slack desenvolverem conversas “públicas”: todos os utilizadores podem ver e participar nessas interacções. Mas desde a última quarta-feira, a Slack também oferecerá a opção de as conversas serem privadas e confidenciais.

Os conteúdos das salas de conversação privada são eliminados do registo passível de pesquisa por pessoas estranhas à interacção.

Tal como acontece com os canais privados padrão, os utilizadores têm de ser convidados. O conteúdo nessas salas de conversação privada também será eliminado do registo passível de pesquisa por pessoas estranhas à interacção.

Para gerir as novas opções de canal, a Slack adicionou uma secção de administração de canais aos menus de controlo dos espaços de trabalho. Isso permite que os gestores da plataforma vejam todos os ambientes de trabalho externos, aos quais o seu está conectado.

Possibilita também a criação de novos canais partilhados e visualizar aqueles que estão pendentes. As configurações de privacidade para os canais partilhados podem variar. Os partilhados ‒ públicos ou privados ‒ ainda não estão disponíveis para os clientes da oferta Enterprise Grid.

A disponibilização estará para breve mas a Slack não revelou uma data.

Facilidade de uso ainda é argumento forte para uso de email

Com efeito, o novo recurso da Slack oferece uma alternativa ao email nas empresas, considera Alan Lepofsky, vice-presidente e analista da Constellation Research.

“Hoje, a capacidade de qualquer pessoa se conectar com qualquer outra, sem saber qual a ferramenta que eles usam, continua a ser um dos pontos fortes do e-mail”, ressalva. Os fornecedores de plataformas de mensagens e colaboração em grupo, como a Slack, estão a “tentar replicar essa facilidade de uso, tornando mais transparente para duas organizações se interligarem e colaborarem”.

Os canais partilhados são um passo importante nesse processo, permitindo que duas organizações comuniquem usando a Slack, considera Lepofsky. Enquanto ofertas concorrentes, como a da Microsoft, está mais dependente do processo de convite a pessoas externas às empresas, o novo recurso fornece”mais segurança e capacidade de gestão, pois cada organização gere os seus próprios membros”, argumenta Lepofsky.

A Slack lançou ainda um novo recurso para a Enterprise Grid: canais que permitem enviar mensagens para todos os utilizadores ligados à plataforma Slack numa empresa. “São uma ótpima maneira de reduzir o uso de e-mail para comunicações internas”, considera Lepofsky.

“Os canais são mais envolventes, pois os funcionários podem responder directamente à mensagem, e estão disponíveis para os novos empregados, mantendo a informação já publicada”.




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