Cibersegurança será cada vez mais valorizada nos automóveis

74% dos executivos do sector automóvel pensa que, em 2030, a quota de veículos produzidos na Europa Ocidental será inferior a 5%, revela a KPMG.

Os líderes do sector automóvel concordam que a consolidação do mesmo deve acelerar, como fazer face à concorrência das empresas de TIC, pelo domínio na área. Mais, dizem que os consumidores vão valorizar cada vez mais a segurança dos dados, tendo a expectativa de que a protecção desses elementos faça parte do equipamento de série dos veículos.

São duas das principais conclusões do 19º estudo Global Automotive Executive Survey da KPMG, um trabalho que abrangeu 900 executivos do sector automóvel e das TICe cerca de 2100 consumidores de todo o mundo.

Outra das ideias evidenciadas é a de que, em 2030, a quota de veículos produzidos na Europa Ocidental será inferior a 5%. Perto de 74% dos executivos inquiridos concorda com esta previsão.

Na próxima segunda-feira (15 de Janeiro), a Movinov – Associação do Cluster Automóvel revela o actual estado da indústria automóvel em Portugal. A organização representa empresas envolvidas  mais de 900 empresas e  visa transformar o país numa referência na investigação, inovação, concepção, desenvolvimento, fabrico e teste de produtos e serviços para o sector automóvel.

“Juntos, os 50 maiores fabricantes automóveis representam apenas 20% da capitalização de mercado das 15 maiores empresas tecnológicas”, nota Dieter Becker (KPMG)

O estudo da KPMG revela ainda que mais de 80% dos executivos estão convencidos de que a utilização do carro e os dados do condutor serão o principal elemento do modelo de negócio da indústria automóvel. Perto de 85% dos executivos e 75% dos clientes acredita que no futuro, a cibersegurança será um requisito prévio para a compra de um automóvel.

A invasão protagonizada pelas TIC terá segundo a análise de Dieter Becker, líder da KPMG para o sector automóvel, consequências mais amplas.

“A solidez financeira das maiores tecnológicas ofusca a dos maiores fabricantes automóveis. Juntos, os 50 maiores fabricantes automóveis representam apenas 20% da capitalização de mercado das 15 maiores empresas tecnológicas. Em 2010, representavam 40%. Isto revela que as empresas digitais actuam num patamar financeiro completamente diferente. Sobretudo para os fabricantes de automóveis para as massas, as parcerias são essenciais para competirem contra
os gigantes tecnológicos”, diz.




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