Siemens reforça aposta na transformação da indústria fabril

Em Portugal a estratégia, que beneficiará de um incremento em I&D, passa pela criação de ecossistemas laboratoriais de desenvolvimento.

 

Pedro Pires de Miranda, CEO da Siemens em Portugal

A Siemens reforçou a sua aposta para oferta de  digitalização na indústria fabril e transformadora criando centros para desenvolvimento de aplicações digitais para aquele sector. Actualmente, estão cerca de 900 software profissionais envolvidos à escala mundial, incluindo especialistas em dados e engenheiros.

Estão disponíveis para trabalhar com os clientes no desenvolvimento sobretudo de inovações digitais para a analítica de dados e aprendizagem automática.

Em Portugal, a Siemens já tem instalados centros de experimentação e formação em Alfragide e Leiria, preparando actualmente a sua entrada em funcionamento. A sua estratégia vai focar-se sobretudo na manutenção de laboratórios aplicacionais, já em funcionamento, e centros de experimentação.

Nessas estruturas os seus profissionais deverão juntar-se a clientes, parceiros, alunos e investigadores com o objectivo de desenvolver novas tecnologias para as áreas da indústria fabril. O esforço abrange ainda o desenvolvimento para a área das infra-estruturas de edifícios e mobilidade, incluindo tecnologias de sinalização ferroviária.

As novas soluções deverão a ser desenvolvidas ou ter como referência a plataforma MindSphere, sistema operativo aberto baseado em cloud computing da Siemens para a IoT.

“Os novos centros e laboratórios técnicos agora instalados são formados por equipas multidisciplinares de engenharia, potenciando a transformação digital através do desenvolvimento de aplicações juntamente com os nossos clientes”, diz Pedro Pires de Miranda, CEO da Siemens em Portugal.

O laboratório “Building Automation Center”, que a empresa desenvolveu na sua sede em Alfragide, serve o desenvolvimento de novas soluções, aplicações e formação em gestão de edifícios e infra-estruturas inteligentes que possibilitam a simulação de ecossistemas, tais como aqueles característicos do sector da saúde. Em desenvolvimento estão os I-Experience 4.0 Centers que a empresa manterá em Alfragide e Leiria.

Serão estruturas tecnológicas de experimentação, que visam suportar  o desenvolvimento de projectos destinados à indústria e fazem parte da Academia Siemens 4.0 (integrada na iniciativa iniciativa Indústria 4.0 do Governo).

“Os novos centros e laboratórios técnicos agora instalados são formados por equipas multidisciplinares de engenharia, potenciando a transformação digital através do desenvolvimento de aplicações juntamente com os nossos clientes”, diz Pedro Pires de Miranda, CEO da Siemens em Portugal.

Tecnologias digitais valeram 5,2 mil milhões de euros

 A Siemens revelou que em 2017 aumentou 20% as suas receitas na área das soluções de software e serviços digitais para 5,2 mil milhões de euros. O valor de crescimento ficou acima da taxa média do mercado que se situa nos 8%, nota ainda.

Para acelerar o processo de inovação, em 2018 o orçamento da Siemens para Investigação & Desenvolvimento (I&D) será reforçado com um investimento adicional de cerca de 450 milhões de euros. Assim, os investimentos em I&D aumentarão para mais de 5,6 mil milhões de euros.

Para o ano fiscal de 2018, a Siemens reservou cerca de 500 milhões de euros para investigar e desenvolver tecnologias para fabrico aditivo, robótica autónoma, analítica de dados, inteligência artificial, gémeos digitais e ainda eletrónica de potência e sistemas de energia distribuídos.




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