O que nos reserva o futuro

Inteligência artificial, analítica e realidade aumentada têm o desafio da interacção com os humanos, e esta tende a ser simplificada com interfaces de voz, destaca Gonçalo Ribeiro, consultor da Winning.

Gonçalo Ribeiro, consultor da Winning

A World Of Business Ideas (WOBI) organiza conferências de gestão há mais de 20 anos, e este ano não foi exceção. O World Business Forum realiza-se todos os anos na Europa, América e Ásia, tendo este ano Milão, mais uma vez, sido o palco da versão europeia (além da versão “mini” que decorreu em Madrid).

Este evento junta milhares de mentes inquietas, unidas pela sua paixão pela gestão. Juntam-se para aprender e inspirar-se nos principais líderes mundiais – desde CEOs e empreendedores, a artistas ou desportistas. Tem como foco endereçar os temas atuais mais relevantes no mundo da gestão, estimular novos pensamentos e inspirar ação.

Este ano contou com a presença do aclamado Michael Porter – autoridade mundial na área de estratégia competitiva – entre outras celebridades do mundo da gestão corporativa. Neste evento foi discutido o futuro e, olhando para a audiência, podemos perceber que realmente serão estas pessoas que o irão decidir.

Numa audiência maioritariamente composta por gestores e diretores executivos, também houve espaço para a consultoria de gestão. E como será, então, o futuro? Será, certamente, um futuro muito tecnológico: da realidade aumentada à inteligência artificial, desde a agricultura à saúde.

Estes líderes apresentaram os drivers que guiam as suas equipas e empresas e todos eles sabem que a tecnologia será o suporte para as próximas tendências. Existem vários exemplos de como estas tecnologias já estão a ser utilizadas: sistemas auto-governáveis de irrigação e cultivo de alimentos ou robôs para diagnóstico de doenças.

É um sem fim de aplicações que irão mudar a forma como vivemos. Mais, eles não estão a “adivinhar” o futuro – todas estas tendências são suportadas com informação proveniente de sistemas de Big Data & Analytics – ou seja, informação dos seus clientes, de quem tem interesse nos seus produtos ou mesmo informação de toda a gente presente no mundo digital.

Michael Porter apresentou o seu mais recente estudo (Porter & Heppelmann, 2017) sobre realidade aumentada mas o principal tema de debate acabou mesmo por ser a inteligência artificial – a audiência mostrava-se preocupada com o rumo destes avanços tecnológicos, tal como já alertou Elon Musk numa entrevista (Musk, 2016).

Estes três tópicos – Inteligência Artificial, Big Data & Analytics e Realidade aumentada – têm um desafio transversal: a interação com os humanos. Esta, tenderá a ser simplificada, nomeadamente através de controlo de voz (assistentes virtuais tais como Siri, Cortana, Alexa, Google Assistant, entre outros) ou de outras interfaces. Nicholas Negroponte considera que o design marcará as profissões do futuro e serão elas as responsáveis por criar tais interfaces.
Durante esta experiência é possível ter contacto com as últimas tendências do mercado. Existe uma variedade de ferramentas cientificamente comprovadas que permitem às organizações adaptarem-se à constante mudança dos mercados, que mais recentemente é galopante.

Mais do que perceber a tecnologia, é necessário perceber de que forma ela nos afeta, como interagimos com ela e o que ela irá mudar no futuro. É possível concluir, não só pelas apresentações mas também pelas questões colocadas pela audiência, que a tecnologia é o principal driver da mudança, seja a realidade aumentada, o big data, ou outros.

Existe uma enorme preocupação acerca do futuro da inteligência artificial e da humanização da tecnologia mas, tal como Jan Iwata concluiu, há questões que os computadores nunca poderão responder, por mais avançados que sejam: “Qual o significado da vida?” ou “Porque estamos aqui?”.




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