Ambiente híbrido é um desafio para gestão de infra-estruturas

Localização dos centros de dados, importância da visibilidade e gestão de custos sem afectar o desempenho são alguns dos aspectos apontados como desafios por muitos dos inquiridos gestores de centros de dados e TI, num estudo da Schneider Electric.

A passagem para um ambiente híbrido de centros de dados é um desafio para as metodologias tradicionais de gestão e supervisão de infra-estruturas. As metodologias tradicionais de gestão e supervisão de infra-estruturas estão a ser postas à prova.

Segundo um estudo realizado pela 451 Research por encomenda da Schneider Electric, em causa está a mudança para um ambiente híbrido de centros de dados que consiste numa mistura de serviços off-premises, cloud pública e co-localização e centros de dados de propriedade privada “locais”.

O estudo resultou de um conjunto de entrevistas, intensivas e detalhadas, a líderes de infra-estruturas de empresas, de nível “C” que geraram receitas superiores a 500 milhões de dólares em receita nos EUA, Reino Unido e Ásia- Pacífico.

Com os resultados, os executivos dos centros de dados e de TI poderão obter “os conhecimentos necessários para avaliar e gerir uma panorâmica de TI híbrida de rápida evolução”, explica a Schneider Electric. Isto é, poderão “avaliar e gerir os seus próprios panoramas híbridos”.

Segundo a síntese do documento, a “adopção generalizada de serviços de cloud “impactou significativamente a forma como as empresas respondem aos requisitos de infra-estrutura de centros de dados”. E a complexidade actual vai tornar-se ainda maior quando combinada com a antecipada “onda” de novas TI distribuídas impulsionadas pela Internet das Coisas (IoT) e cargas de trabalho de edge computing emergentes.

Para compreender o valor total de uma abordagem híbrida, a gestão de uma combinação de ambientes de centros de dados tornou-se numa das questões mais complexas para os líderes empresariais actuais, obrigando-os a repensar a estratégia e a prática comum.

“À medida que os serviços da cloud são implementados, surgem efeitos de cascata em toda a organização. Existe uma mudança significativa nos modelos de negócio, enquanto uma maior procura é direccionada para a conectividade e gestão da carga de trabalho.

Apesar das diferentes experiências, estratégias e tecnologias utilizadas, as tendências reveladas são transversais e passam pela localização dos centros de dados, pea importância da visibilidade e gestão de custos sem afectar o desempenho.

É fundamental determinar a localização da capacidade do centro de dados, pois este local afecta “significativamente o desempenho do risco, do custo e do serviço de TI, numa carga de trabalho diária”. A Schneider refere o caso de um retalhista estabelecido no Reino Unido que descobriu que, “ao determinar os melhores requisitos de local, segurança, desempenho e latência, também precisava de ter em conta a análise de custos totais, juntamente com o custo de transmissão dos dados e os custos da licença de aplicação”.

Acrescenta que a “combinação desses vetores ajudou a determinar a solução certa de colocation e infraestrutura pública de computação na cloud para apoiar as necessidades de conectividade para além de controlar os custos”.

Para outros, o principal desafio é impulsionar a visibilidade em ambientes híbridos. “O processo é demorado e caro, com a monitorização dificultada pelas capacidades isoladas do software e pela disponibilidade de dados consistentes. Para um dos participantes no estudo “se o meu sonho se concretizasse teríamos a visibilidade para prever as falhas antes destas ocorrerem”.

Gerir os custos sem sacrificar o desempenho

 Os responsáveis assinalam a importância de ter um plano para “gerir os custos sem sacrificar o desempenho”, o que obriga a um “uma pesquisa e planeamento adequados”, sem a qual “os custos dos centros de Dados híbridos podem ser elevados”. O plano pode contribuir para “reduzir os custos de capital e os custos operacionais do centro de dados, ao mesmo tempo que se mantêm e melhoram os elevados níveis de disponibilidade em ambientes híbridos”.

Finalmente é importante procurar unificar os procedimentos operacionais rigorosos e garantir que esses requisitos fazem parte do Acordo de Nível de Serviço (SLA) e do Acordo de Nível de Operação (OLA) com os fornecedores de co-localização e serviços cloud.




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